De acordo com levantamento realizado pela GigU, em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação, 59,1% dos motoristas de aplicativo já sofreram algum tipo de violência durante o exercício da atividade. Os dados surgem em um momento em que a Câmara dos Deputados discute novas medidas de proteção para a categoria.

Segundo a pesquisa, 32,8% dos motoristas afirmam sentir-se inseguros na maior parte do tempo durante o trabalho. Em contrapartida, apenas 3,4% dizem estar totalmente seguros ao realizar corridas por aplicativos.

Insegurança em pauta no Congresso

O tema voltou ao debate legislativo após a Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovar um substitutivo ao Projeto de Lei 6.370/2025. O texto, apresentado pelo deputado Sargento Portugal (PODE-RJ), a partir de proposta original do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM), prevê novas obrigações para plataformas de transporte por aplicativo.

A proposta busca ampliar os mecanismos de proteção disponíveis aos motoristas durante as corridas e reforçar a capacidade de resposta em situações de risco.

Entre as medidas previstas estão a criação de ferramentas de emergência dentro dos aplicativos, como botão para acionamento direto das forças de segurança, compartilhamento de localização em tempo real e atendimento imediato em situações consideradas críticas.

O projeto também endurece as regras de verificação da identidade dos passageiros, com o objetivo de reduzir fraudes e dificultar o uso de contas falsas.

Mais informações para o motorista aceitar a corrida

Outra mudança prevista é a ampliação das informações disponibilizadas aos motoristas antes da aceitação das viagens. As plataformas deverão informar nome do passageiro, endereço completo de embarque e destino, além do histórico de viagens do usuário. Na avaliação dos defensores da proposta, a medida pode permitir uma análise mais ampla dos riscos envolvidos em cada corrida.

“Em relação à segurança, existe muito espaço para melhora. Há demandas antigas dos motoristas que as plataformas continuam sem atender, como a impossibilidade de ver a foto do passageiro e a falta de informações completas sobre corridas com paradas antes da aceitação”, afirma o CEO e cofundador da GigU, Luiz Gustavo Neves.

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