O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici Participações S.A adquirir até 85 mil bicicletas elétricas destinadas à locação para entregadores de plataformas digitais.
Segundo informações divulgadas pela Tembici e pelo iFood, parceiros na iniciativa, o projeto contará com recursos do Fundo Clima e prevê a ampliação da oferta de e-bikes para a categoria.
De acordo com as empresas, cerca de 5 mil bicicletas elétricas já estão disponíveis para locação por entregadores no Brasil. A Tembici afirma que a expansão da frota permitirá oferecer o serviço com custo até 25% menor em comparação ao modelo atualmente disponível.
Segundo as companhias, o iFood subsidia atualmente parte do valor do aluguel semanal das bicicletas elétricas, o que reduz o custo para aproximadamente R$ 95 por semana para os entregadores.
Com o novo projeto, a Tembici informa que ampliará o subsídio em mais 25% durante os primeiros 12 meses de adesão ao programa, reduzindo o valor para R$ 71,25 semanais. Após esse período, o custo passará para R$ 85,50 por semana.
Os contratos funcionarão por meio de locações semanais renováveis, permitindo que os entregadores mantenham a posse temporária das bicicletas durante a vigência do aluguel.
Segundo a empresa, os veículos poderão ser utilizados tanto para as atividades de entrega quanto para deslocamentos pessoais. A estimativa apresentada pela Tembici é que 58% do tempo de uso das bicicletas seja destinado a finalidades não relacionadas ao trabalho.
“O projeto aprovado pelo BNDES atende ao compromisso do governo do presidente Lula com a melhoria das condições de trabalho dos entregadores que se tornaram essenciais no dia a dia dos brasileiros. Além evitar a potencial migração de bicicletas mecânicas para motos à combustão na busca por maior produtividade, as bicicletas elétricas vão evitar a emissão de 107,2 mil toneladas de CO2 equivalente até 2032, volume que equivale à capacidade de sequestro de carbono de aproximadamente 1 milhão de árvores adultas”, explica o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Segundo informações do projeto, serão incorporadas 42,5 mil bicicletas elétricas até o final de 2027. Outras 42,5 mil unidades serão destinadas à reposição da frota até 2031. A Tembici informa que as bicicletas serão fabricadas no Brasil e que o modelo foi desenvolvido em parceria com a indústria nacional para atender às necessidades dos entregadores.
“Acreditamos que a bicicleta tem o poder de transformar cidades e criar oportunidades. Este projeto amplia o acesso à mobilidade elétrica para entregadores, promovendo mais eficiência, redução de custos e geração de renda, enquanto contribui para um modelo de desenvolvimento urbano mais sustentável. Esse é o propósito da Tembici: conectar empresas, governos e a sociedade em torno de soluções que geram impacto positivo para as pessoas e para as cidades. É um exemplo de como inovação e inclusão podem caminhar juntas para transformar realidades”, afirma Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici.
Segundo o iFood, o incentivo ao uso de bicicletas elétricas está relacionado ao potencial do modal para ampliar oportunidades de geração de renda e aumentar a eficiência das entregas. A empresa afirma que o financiamento aprovado pelo BNDES permitirá expandir a iniciativa para um número maior de trabalhadores.
“Ao ampliar o acesso às bicicletas elétricas, estamos criando condições para que milhares de entregadores possam aumentar sua capacidade de gerar renda, com mais autonomia, eficiência e menor custo operacional. É uma forma de transformar inovação em impacto real, promovendo inclusão produtiva, desenvolvimento econômico e cidades mais sustentáveis.”, Luana Ozemela, CSO e vice-presidente de Impacto e Sustentabilidade do iFood.
Segundo estimativa apresentada pelo BNDES, a adoção das bicicletas elétricas poderá evitar a emissão de 107,2 mil toneladas de CO2 equivalente até 2032.
O banco compara esse volume à capacidade de sequestro de carbono de aproximadamente 1 milhão de árvores adultas.

