Motivado pela necessidade de regulamentação do transporte alternativo na cidade de Cabedelo (PB), Marx Alfredo Fernandes de Castro, 65 anos, uniu-se a outros motoristas da cidade para criar a Associação dos Condutores de Transporte Complementar de Veículos de Aluguel de Cabedelo (ACTCVAC) e o aplicativo ACT Driver, voltado à regularização da mobilidade por aplicativo no município.

Em 2018, com a sanção da Lei 13.640 pelo então presidente da República, Michel Temer, que regulamentou os aplicativos de transporte, Marx decidiu desenvolver uma solução própria.

Inocêncio Avelino Padilha, 38 anos, foi responsável pela criação da primeira versão do ACT Driver. Posteriormente, identificou a necessidade de suporte técnico mais robusto para o desenvolvimento da plataforma. A solução foi migrar para uma tecnologia white label. Atualmente, Inocêncio responde pela gestão tecnológica e pelas atualizações junto à empresa fornecedora, enquanto Marx é responsável pelo operacional e motorista no app.

A ACT Driver atua, principalmente, em uma rota fixa entre Cabedelo e João Pessoa, que se dá por uma ponte de cerca de 17 km, com expansão recente para corridas dentro da cidade.

A plataforma também mantém um ponto de atendimento na balsa que realiza travessias a cada 15 minutos. “Já contamos com um ponto dentro dessa balsa, com 20 carros para atender à demanda dos passageiros”, afirma Marx.

Como gestor do aplicativo e presidente da ACTCVAC, Marx afirma que busca conscientizar motoristas e passageiros sobre a importância de atuar conforme a legislação, além de defender os direitos dos profissionais associados.

Vocês são de Cabedelo mesmo? Me contem um pouquinho da história de vocês antes do aplicativo.

Marx: Sou paraibano, natural de Bananeiras, uma cidade aqui do Brejo de Paraíba. Sou filho de militar, meu pai é civil e aeronáutica no Rio de Janeiro. Sou eu e mais seis irmãos, somos sete lá em casa. 

Trabalhei a vida toda na defesa privada, cheguei a ser gerente de negócios do Banco Itaú.

Desde os 16 anos de idade eu trabalho e já trabalhei em várias atividades. Nunca tinha trabalhado em transporte, mas por causa das dificuldades que eu passei, peguei meu carro e fui para o alternativo.

Eu fiquei desempregado porque eu trabalhava no serviço público, na cidade vizinha aqui, e na política, quando o cara não é mais candidato, prefeito ou ele perdeu a eleição, quem é comissionado acaba sendo demitido.

Eu vim morar em Cabedelo por intermédio de um colega e a única solução para sustentar minha família era a minha ferramenta de trabalho: meu carro. Eu trabalhava muito, saía 6h da manhã e chegava em casa às 18h.

Eu andava muito e fui abrindo a minha mente, porque desde quando eu morava lá na minha cidade eu escutava o pessoal falando: “Vamos regulamentar o alternativo”. E eu fui assimilando aquilo. Então consegui amadurecer a ideia, me juntar com dois, três colegas e chegar onde eu cheguei.

Não estudei, fui somente até o segundo grau, mas fui professor particular de matemática. Eu era muito inteligente, cheguei a ser o primeiro, segundo lugar ali no colégio onde eu estudava. Mas com o passar do tempo eu comecei a trabalhar, deixei os estudos de lado e segui a carreira de bancário.

Eu ainda estou trabalhando um expediente na prefeitura para poder somar, para poder sustentar a nossa família. Mas vou dar entrada na minha aposentadoria agora, mas vou continuar no transporte. 

Inocêncio: Eu trabalho desde pequeno, desde os oito anos aqui na cidade. Na realidade eu não nasci aqui, mas desde os cinco anos eu vivo aqui em Cabedelo com minha família. Eu sou natural da cidade de Mataraca, no Rio Grande do Norte. É o último município do Rio Grande do Norte na divisa com a Paraíba, na parte do litoral.

Eu atuei a minha vida toda na área de pesca. Minha família toda trabalha aqui na área de pesca e atua muito até hoje, na área de pescados em si. Mas eu gosto muito de tecnologia, comecei a desenvolver sistemas e desde os 14 anos eu já criava sites.

Então já faz muito tempo, já faz mais de 24 anos que eu estou na área de tecnologia, atuando e sempre desenvolvendo aplicações. Eu conheci o Marx com esse foco no desenvolvimento do aplicativo, abracei a ideia e disse: “A cidade onde eu vivo praticamente não tem essa ideia, não tem nenhum tipo de aplicativo nessa área. Eu vou construir esse negócio e vou atuar com ele até onde for possível”.

Começamos a base em 2019 com essa base de desenvolvimento do aplicativo, me tornei técnico em informática para internet, sou engenheiro de produção mecânica e agora terminei o mestrado em tecnologia da informação na área de blockchain e criptografia.

A área da tecnologia é uma área que eu gosto muito e não só porque é minha base de profissão, mas porque eu estou em constante evolução e constante pesquisa. Eu gosto muito de aprender e desenvolver novas aplicações. Meu objetivo de vida é criar algo que nunca existiu, algo que ninguém fez ainda.

Como funciona essa parceria na gestão do aplicativo?

Inocêncio: A gente ajuda na gestão de toda a estrutura do aplicativo, toda base tecnológica e organização dele, assim como todas as aplicações que a empresa que fornece a tecnologia solicita, também validamos as integrações. 

O Marx é o presidente da associação, que é a associação detentora do aplicativo junto com a ACT Tecnologia, que é a empresa responsável.

Eu sou da parte da ACT Tecnologia, que é responsável por essa parte de gestão e estrutura e o Marx é da ACT Tecnologia e também da associação onde o aplicativo roda aqui. 

Esse aplicativo roda baseado em uma lei aqui no município de Cabedelo (PB). Então, o aplicativo é regulamentado por lei para rodar.

Ele substituiu o transporte alternativo que tinha no município, então, pela lei foi obrigatório todo transporte ser validado por um aplicativo e vincular todos esses motoristas a essa associação. O Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) aqui do município, junto com a PRF (Polícia Rodoviária Federal) tem um convênio com a associação. Nosso município fica do lado de João Pessoa.

Marx, como surgiu a ideia de criar um aplicativo de mobilidade? 

Marx: Eu trabalhava de transporte alternativo. A gente tem uma ponte aqui de Cabedelo a João Pessoa, que tem mais ou menos 17 km. E a gente fazia transporte alternativo.

E em 2018, foi sancionada a Lei 13.640 pelo  nosso ex-presidente, presidente da época, Michel Temer, que acabou com os alternativos no Brasil e regulamentou os aplicativos. Então, tivemos a ideia de juntar o grupo e falar sobre isso, que no futuro a gente não poderia mais rodar como alternativo. E sim, como transporte por aplicativo.

Então, para ter isso dentro do nosso município em Cabedelo, precisava criar uma classe que fosse responsável pelos motoristas, um sindicato, uma associação e eu tive a ideia de fundar a Associação de Transporte por Aplicativo de Cabedelo. Fundamos a associação para regulamentar a operação e a gente teria que desenvolver um aplicativo.

Foi onde a gente conheceu o Inocêncio. Ele é o desenvolvedor do aplicativo ACT Driver. Em 2019 nós fizemos uma audiência pública, convidamos todas as autoridades de mobilidade urbana do estado da Paraíba e lançamos o projeto.

O prefeito de Cabedelo na época abraçou a causa, porque é segurança para a população, para não rodar carro clandestino aqui sem nenhuma segurança, sem saber quem é quem.

Para entrar na associação e para ser cadastrado no aplicativo, são aquelas mesmas regras de apresentar antecedentes criminais, carro devidamente legalizado e com a situação digna de um cliente entrar no carro. Colocamos todo esse amparo na audiência pública e colocamos na Câmara, foi aprovado por unanimidade e sancionado pelo prefeito na época.

De lá para cá a gente vem em uma luta muito forte. Com a tecnologia, chegou um ponto em que tivemos que avançar e foi quando conhecemos a empresa que nos fornece a tecnologia hoje. Então compramos a tecnologia e colocamos junto do nosso aplicativo. De lá para cá a gente vem desenvolvendo junto.

E agora vai ter uma fiscalização para todos entrarem no sistema do aplicativo, para não ficar clandestino. É uma segurança muito grande para a população e segurança também para os motoristas.

Quando surgiu a ACT Driver?

Marx: Em 2023 nós fundamos a ACT Tecnologia, que é a dona do aplicativo ACT Driver, onde eu sou o diretor administrativo. Sou eu e mais dois motoristas, o Edvaldo e o Márcio.

Então, tem a associação onde o pessoal se associa para entrar na lei e tem a ACT Tecnologia que é quem organiza todos esses motoristas. E a pessoa responsável por toda a tecnologia aqui é o Inocêncio.

Porque decidiram investir em uma tecnologia white label?

Inocêncio: A gente já tinha a base de desenvolvimento do aplicativo, já tinha um aplicativo nosso com o código controlado por nós. 

Mas com o tempo a gente viu que a Play Store, o Google, começaram a exigir muitas atualizações e muitos requisitos. A partir de então a gente parou o desenvolvimento e eu procurei um parceiro que pudesse nos ajudar.

Quando integramos nossa base com a tecnologia que adquirimos, já tinha uma grande quantidade de motoristas cadastrados, só precisamos migrar.

Quais os critérios para se tornar um motorista da ACT?

Inocêncio: Aqui todos seguem várias regras. Não é só o indivíduo se cadastrar, ele tem que se cadastrar e fazer vistoria no Semob. O veículo dele tem que estar todo padronizado. Tem um adesivo aqui da associação e o adesivo do aplicativo que é colocado no veículo.

Qual o valor da taxa cobrada do motorista?

Inocêncio: Eles pagam mensalmente um valor, ele não é cobrado o valor da taxa. Nessa mensalidade está implícito o valor do aplicativo, da associação e quando ele paga a mensalidade, volta em cashback, volta para ele em crédito para rodar.

Marx: Essa taxa é fixa, hoje está em R$ 80 para cada motorista mensalmente. Volta para ele R$20 em cashback. A gente coloca para ele fazer o transporte, que é uma linha fixa que nós temos. 

Qual o valor da corrida para o passageiro?

Marx: Tem uma linha fixa daqui para João Pessoa que era justamente o alternativo.

Então existe o valor da passagem de cada cliente, que é R$7,50. E 100% do valor vai para o motorista. A gente não cobra nada dele por corrida. A tecnologia cobra uma taxinha de 10% em cima desses R$ 7,50, mas o motorista recebe, praticamente, o valor total.

Aqui essa taxa de R$ 7,50 é regulamentada também pelos órgãos públicos, é uma taxa fixa igual o transporte urbano, igual o ônibus. Mas não se compara com transporte público, porque são menos pessoas no carro, é mais rápido. É um transporte realmente alternativo regulamentado. 

Vocês só fazem esse trajeto da ponte ou também rodam dentro da cidade?

Marx: A gente fez uma sessão e divulgamos o aplicativo em João Pessoa. Nós abrimos também para rodar como Uber, 99 e inDrive, e não só nessa rota fixa. Está aberto também para se inscrever.

Infelizmente, a mentalidade dos motoristas fica muito limitada nesses aplicativos multinacionais, fica meio difícil conscientizar para, pelo menos, baixar um aplicativo regional. 

Porque, vamos dizer, se 200 motoristas baixassem o ACT Driver, a gente ia decolar, porque o aplicativo é muito rápido. 

O Ministério Público aprovou para nós colocarmos o passageiro dentro do carro e ele fazer a chamada ali mesmo. Podemos fazer isso, é permitido pela lei municipal. Então a gente coloca QR code no painel e nos bancos traseiros. Quando o passageiro entra, ele já aponta o celular para o QR code, faz a chamada, o motorista aceita e já segue com ele para o destino.

Qual o valor mínimo para o passageiro nessas corridas comuns?

Inocêncio: É padrão semelhante ao Uber. É colocada uma taxa bem baixa também, eu acho que é 15% em cima do valor da corrida. É um valor pequeno para mostrar que a gente pode concorrer com 99 e com Uber.

Para o passageiro eu coloquei R$ 7 ou R$ 8 a mínima, até 1 km.

Marx: O motorista que faz o trajeto BR 230, Cabedelo-João Pessoa, João Pessoa-Cabedelo, paga mensalidade. O comum não é vinculado à associação. 

Quantos motoristas já estão cadastrados no aplicativo?

Marx: Nós chegamos a cadastrar aqui uns 150 motoristas fixos. Deve ter mais uns 150 comuns, no geral tem uns 300 motoristas cadastrados. 

Nossa cidade hoje tem 69 mil habitantes. A Uber e a 99 atuam muito mal aqui dentro. Se você pede um carro da Uber demora 40 minutos para chegar. É escasso e depois de 10h da manhã e 21h o pessoal reclama muito. Então um aplicativo como o nosso, regional, tem tudo para pegar. Então é nisso que a gente aposta. 

Inocêncio: Agora é obrigatório ter a vistoria validada pelo Inmetro e todo ano é cobrada uma taxa de R$ 400, fora o emplacamento e tudo.

Então, baseado nessas exigências de alto nível, a gente também vai desenvolver uma lei através da associação que iguale os direitos do taxista ao motorista de aplicativo aqui na cidade e também no estado. O aplicativo que estiver regulamentado diante de uma lei municipal e que a pessoa tenha atuado durante um ano ininterrupto, ele terá o direito de ter os benefícios de um taxista.

Porque é uma exigência extrema e inclusive a gente paga taxa por cada motorista à prefeitura para poder rodar. Tem todas essas exigências e muitas vezes nem o taxista tem. Então, com fé em Deus será criada uma lei para isso, municipal e também estadual, para beneficiar o pessoal.

Vocês pretendem ter pontos na cidade como os taxistas?

Inocêncio: Sim, a questão dos pontos já foi autorizada e vai ser regulamentada. Eu acredito que vai ter sete, oito ou mais pontos regulamentados para atuar. 

Marx: E como Cabedelo é uma cidade portuária, existe a balsa que faz a travessia para uma cidade, um lugarejo aqui e a gente já tem um ponto dentro dessa balsa com 20 carros para suprir a necessidade dos passageiros.

Então quando a balsa chega, de 15 em 15 minutos, a gente já pega esses passageiros e leva para João Pessoa. 

Quantos passageiros já baixaram o app da ACT Driver? 

Inocêncio: Temos 1.714 passageiros ativos.

Em quais cidades estão operando? Pensam em expandir para outras?

Marx: Com essa mentalidade que o pessoal ainda tem, do alternativo, a Paraíba é cheia de transporte alternativo. Aqui também tem uma lei estadual, a Lei 10.340, que regulamentou o transporte alternativo da seguinte forma: só vans de 21 passageiros e de 32 passageiros. Então, quem tem seu carrinho até certo porte também ficou de fora. Foi aí que pensamos nisso: pegar o aplicativo e incluir esse pessoal.

Então, lançamos em três cidades do interior: Solânea, Bananeiras, Baía e Santa Rita. Além de João Pessoa e Cabedelo. Estamos em seis cidades hoje.

Onde há a maior concentração é na Grande João Pessoa, que é João Pessoa, Baía, Santa Rita e Cabedelo. Mas ainda está com pouca divulgação porque não temos recurso para divulgar mais o aplicativo.

Mas vamos chegar lá. É um aplicativo regional, acho que podemos dizer que é o único aplicativo regional hoje na Paraíba. O resto é Uber, inDrive e 99. Nós estamos na expectativa que a gente vai vingar, assim como tem muitos aplicativos regionais de São Paulo, Rio Grande do Sul que hoje estão aí com sucesso. E nós esperamos o nosso sucesso também.

Qual foi o momento mais desafiador até agora?

Inocêncio: Com certeza a pandemia. Não dava para o pessoal rodar e como é que vai manter a associação e tudo. Foi bem complicado nesse período.

Marx: E a segunda dificuldade é que ainda tem a resistência dos alternativos. Mas agora com a regulamentação, a gente está fazendo reuniões e está conscientizando o pessoal mais jovem. É mais fácil, porque aquele pessoal que roda há 30 anos, até para saber mexer no celular é difícil. 

A única dificuldade que temos é essa. Mas estamos quebrando barreiras, porque num sistema globalizado desse, não podemos ficar com essa mentalidade.

Do que mais se orgulham nessa trajetória?

Marx: A Paraíba hoje tem conhecimento do nosso aplicativo. Eu, particularmente, sou amigo do presidente do sindicato dos aplicativos da Paraíba e ele dá muito apoio a nós. Ele sempre fala nas reuniões sobre o aplicativo.

Já tive reunião com eles, estão nessa luta para regulamentar o transporte por aplicativo pelo governo. Aqui eu estou acompanhando também, mas a gente saiu à frente disso. Para você ter ideia, fomos a primeira cidade da Paraíba e a segunda do Nordeste a regulamentar o transporte por aplicativo. Hoje outras já regulamentaram, mas em 2019 nós fomos pioneiros aqui.

Ou seja, saímos na frente. Quando comecei a rodar com o alternativo em 2019 e o Temer sancionou a lei dos aplicativos no Brasil, eu já sabia que lá na frente a gente não ia poder mais rodar da mesma forma. Tive essa visão, que hoje é realidade. Sempre falei: a gente vai ter que deixar de rodar desse jeito, então vamos nos adaptar. Mas o pessoal antigo ainda tem essa mentalidade de rodar na clandestinidade, o que não existe mais, porque hoje o transporte precisa ser feito dentro da lei.

Outra coisa que nós também conseguimos e é muito importante aqui, é que quando começou a fiscalização, pela lei só podia rodar carro com 10 anos de uso. Só que nós achamos uma brecha na lei da Uber e 99. No estado da Bahia e do Pará eles colocaram um carro 2007 ano passado dentro do aplicativo. Então fui junto ao Ministério Público e lá a procuradora falou para nós que se a gente provasse que tinha aplicativo rodando com carro nesse ano, ela aprovaria para nós. 

E nós mostramos. Então esse pessoal que tinha um carrinho de 2007, 2008, 2009, 2010 continua na pista, mas em contrapartida se adequando à nova lei, se adequando ao momento moderno.

Então, trocaram de casa, carro e hoje a gente tem uma frota muito boa. Recentemente entrou o primeiro carro elétrico na nossa frota. Foi uma vitória muito grande e a gente publicou isso.

O senhor ainda dirige ou hoje está só na gestão? 

Marx: Eu rodo até 22h ou mais. Eu tenho uma Spin e fico no ponto lá no supermercado prestando serviço aos clientes levando as compras para casa. Nunca deixei de rodar, sempre estou ativo e eu gosto.

Quantas corridas estão fazendo por mês?

Inocêncio: Cerca de 5 mil corridas mensais. Não é tanto, comparado a quantidade de motoristas, eu acho que deveria ter mais.

A população usa muito o app nacional e tem os motoristas da rota fixa, que pegam os passageiros e não registram a corrida, aí não fica o registro. Porque como eles já tem os pontos fixos também, fica mais fácil.

Marx: A Semob fez um educativo sobre isso, explicando da obrigatoriedade de fazer a chamada. Ou eles entram no aplicativo ou são punidos. Então, eles estão ficando com medo e estão se interessando, porque só vai fazer a corrida se for assim. 

Quais os planos para o futuro da ACT Driver?

Marx: Primeiramente, queremos atingir 100% da nossa cidade, porque o aplicativo está pegando aqui e o pessoal já está se acostumando. É muito importante esse centro onde nós estamos e eu tenho certeza que, em pouco tempo, vamos abraçar toda a Paraíba, independente de Uber e 99, não olhamos para isso. A gente olha para o nosso potencial hoje. O único aplicativo regional da Paraíba somos nós. 

Inocêncio: Cabedelo é como se fosse nossa base de conhecimento, nossa base técnica, aí a gente desenvolvendo de maneira organizada, a Semob executando a lei como deve ser executada, é perfeito, porque o aplicativo se expande no município e a gente expande também para João Pessoa.

Tem alguns bairros de João Pessoa que têm o transporte e a gente pode integrar a lei lá e integrar também o aplicativo de maneira regulamentada. Então, como Cabedelo é a primeira cidade da Paraíba, é como se fosse uma base de teste. A partir do momento em que estiver tudo funcionando direitinho aqui, a gente expande isso para João Pessoa, expande para Campina Grande e para o resto dos municípios dessa região metropolitana.

Então, o crescimento é visto como uma consequência do que está ocorrendo aqui em Cabedelo. A gente executando plenamente aqui, executa nas demais cidades da região metropolitana e com certeza gera um impacto muito grande para nós.