Criado em Sete Lagoas, em Minas Gerais, o Pop7 nasceu com uma proposta direta: reduzir as taxas cobradas dos motoristas e oferecer uma alternativa regional em um mercado dominado por grandes plataformas. À frente do aplicativo está Rafael Lacuna, que atua como motorista de aplicativo há 9 anos e 6 meses e decidiu transformar a própria experiência na categoria em um negócio de mobilidade urbana.
Hoje, o Pop7 cobra taxa de 7% nas corridas comuns e 10% nas corridas corporativas. A corrida mínima é de R$ 8 e cobre cerca de 3 km a quase 4 km, com remuneração média entre R$ 2,10 e R$ 2,30 por quilômetro. A plataforma reúne de 800 a 1.000 passageiros cadastrados e cerca de 330 a 340 motoristas. Entre corridas comuns e corporativas, movimenta de R$ 100 mil a R$ 120 mil por mês, com lucro estimado entre R$ 20 mil e R$ 25 mil.
O aplicativo foi lançado em 2021, depois de uma primeira tentativa de Rafael no setor de mobilidade em Belo Horizonte, com uma plataforma chamada Liberty Mobile.
Sem investidores, sócios ou grandes aportes em marketing, o Pop7 cresceu aos poucos, sustentado principalmente por uma operação corporativa com uma multinacional de Sete Lagoas e pela insistência do fundador em manter o aplicativo ativo.
Da comunidade em Belo Horizonte ao empreendedorismo em Sete Lagoas
Rafael Lacuna nasceu em Belo Horizonte, em Minas Gerais, e define sua trajetória como marcada por luta, dificuldade e perseverança. Vindo de uma família humilde, conta que cresceu em uma comunidade onde conviveu de perto com criminalidade e drogas, mas afirma ter conseguido mudar de vida após uma experiência de libertação pessoal.
Hoje, mora em Sete Lagoas, também em Minas Gerais, é casado, pai de quatro filhos e técnico em contabilidade. A mudança para a cidade aconteceu há cerca de cinco anos, quando recebeu uma oportunidade de emprego com carteira assinada.
Na época, ele vendeu o carro e outros bens para recomeçar em Sete Lagoas. Sem veículo próprio, passou a depender diariamente de aplicativos de transporte para ir e voltar do trabalho. Foi nesse período que começou a observar, como passageiro e motorista, as dificuldades enfrentadas pelos condutores.
Rafael já conhecia o setor de perto. Ele havia se cadastrado na Uber ainda no início da operação da empresa no Brasil e soma quase 10 anos como motorista de aplicativo.
“Eu sou motorista de aplicativo há 9 anos e 6 meses. Então eu sei das demandas, sei das dificuldades, sei das lutas que os motoristas enfrentam”, afirma.
A dor que deu origem ao Pop7
O principal problema identificado por Rafael foi a alta taxa cobrada pelas grandes plataformas. Como técnico em contabilidade, ele afirma que sempre colocou os custos na ponta da caneta. Ao considerar combustível, manutenção, seguro, prestação do carro e demais despesas, percebeu que muitos motoristas trabalhavam praticamente “no zero a zero”.
No início, segundo ele, a Uber oferecia boas condições, corridas com valores mais atrativos e incentivos para passageiros e motoristas. Mas Rafael afirma que sempre soube que esse período acabaria, porque investidores buscariam retorno financeiro.
Para ele, os motoristas colheram hoje as consequências de terem aceitado, no passado, corridas com valores cada vez menores.
“O maior problema que o motorista tem é ser obrigado a trabalhar com uma taxa muito alta. Na hora de fazer as contas, é zero a zero”, diz.
A solução proposta pelo Pop7 foi reduzir a taxa da plataforma sem necessariamente elevar o valor da corrida para o passageiro. A ideia era permitir que o motorista ganhasse mais por viagem e pagasse menos comissão.
A história do Bitcoin e a compra do código-fonte
Antes do Pop7, Rafael já havia tentado entrar no mercado de mobilidade em Belo Horizonte. A origem dessa primeira tentativa passa por uma história incomum: um investimento antigo em Bitcoin.
Segundo Rafael, em 2009, comprou cinco moedas de Bitcoin em parceria com um amigo, que também adquiriu outras cinco. Na época, as 10 moedas custaram R$ 120, divididas igualmente entre os dois. Depois, o amigo faleceu e Rafael ficou com o acesso à carteira.
Em 2018, quando o Bitcoin teve forte queda, ele vendeu as moedas por medo de perder o valor acumulado. Com o dinheiro, comprou uma casa e adquiriu o código-fonte de um aplicativo de mobilidade.
“Eu não tinha muita coisa a perder. Investi R$ 60 e acabei ficando com 10 moedas”, relembra.
A partir desse código-fonte, lançou em Belo Horizonte o Liberty Mobile. O aplicativo chegou a ter parceria com taxistas e estava perto de fechar um contrato com a Santa Casa de Misericórdia. No entanto, segundo Rafael, os motoristas não abraçaram a ideia, o contrato não avançou e ele acabou desistindo da operação.
Mais tarde, ao chegar a Sete Lagoas e perceber novamente a dor dos motoristas, decidiu retomar o projeto em outro formato. Foi assim que nasceu o Pop7.
Pop7 foi lançado em 2021
O Pop7 foi lançado em 2021, em Sete Lagoas. A primeira versão do projeto veio da experiência anterior com o Liberty Mobile, mas adaptada à realidade da nova cidade.
Rafael afirma que o aplicativo está ativo desde então e nunca foi desligado. Hoje, está mapeado principalmente para Sete Lagoas, embora ele já tenha preparado regiões como Belo Horizonte, Contagem e Confins, onde fica o Aeroporto Internacional.
A decisão de não expandir imediatamente tem relação com custo e estratégia. Segundo Rafael, mapear novas regiões não é barato. Por isso, ele prefere fazer o Pop7 funcionar em Sete Lagoas antes de avançar para outras cidades.
“Ele está ligado até hoje. Nunca desliguei. O aplicativo é 100% funcional. Em qualquer lugar do Brasil que eu mapear, consigo colocar para funcionar”, afirma.
Sem sócios, sem investidores e com crescimento no boca a boca
Rafael não possui sócios no Pop7. Segundo ele, sua operação sempre foi conduzida de forma independente. O fundador afirma que evita investidores porque teme que eles queiram retorno rápido em um negócio que exige paciência.
Ele diz já ter recebido propostas de pessoas interessadas em colocar dinheiro na plataforma, mas prefere recuar quando percebe que o investidor pode esperar retorno imediato.
“Eu tenho medo de ter um investidor, ele colocar dinheiro e querer o retorno de uma forma rápida. Aplicativo não funciona assim. O retorno financeiro não vem da noite para o dia”, afirma.
Sem grandes aportes, o crescimento do Pop7 aconteceu de forma mais lenta, com boca a boca, conversas dentro do carro e ações pontuais de marketing. No início, Rafael chegou a investir em rádio, outdoor, carros plotados e publicidade, mas afirma que esses esforços não trouxeram o resultado esperado.
O que manteve o aplicativo vivo foi a persistência e, principalmente, a operação corporativa com uma multinacional instalada na cidade.
Contrato corporativo sustenta a operação
Um dos pilares atuais do Pop7 é o atendimento corporativo a uma multinacional em Sete Lagoas. Há cerca de cinco anos, Rafael presta serviço para a Iverco, transportando colaboradores entre casa e trabalho em horários diferenciados.
Essa operação mantém o aplicativo ativo financeiramente. Hoje, há cerca de 47 motoristas fixos nesse contrato, administrados por Rafael. Nas corridas corporativas, o Pop7 cobra taxa de 10%.
Segundo o fundador, foi a busca pelo mercado corporativo que permitiu ao aplicativo se pagar. Depois de enfrentar resistência de motoristas no início, ele percebeu que precisava encontrar uma empresa que desse sustentação mínima à operação.
“Eu resolvi partir para o corporativo. Foi onde coloquei o Pop7 para trabalhar para essa multinacional e ele começou a se pagar”, afirma.
Além do corporativo, o aplicativo também atende o público geral. Qualquer passageiro pode baixar a plataforma, se cadastrar e solicitar uma corrida.
Rejeição dos motoristas foi o momento mais difícil
O momento mais difícil da trajetória do Pop7, segundo Rafael, foi enfrentar a rejeição dos próprios motoristas. Mesmo sendo motorista e tentando oferecer uma alternativa com taxa menor, ele afirma que muitos condutores não abraçaram a ideia no início.
Para ele, a resistência foi dolorosa porque o aplicativo havia sido criado justamente para beneficiar a categoria. Rafael chegou a ouvir que o projeto não daria certo e que ele queria apenas ficar rico com a plataforma.
“Eu pensei até em desistir. Mas sou uma pessoa que, quando acredita, acredita”, afirma.
Rafael lembra que chegou a oferecer o aplicativo por R$ 50 por mês aos motoristas e também com taxa de apenas 3%. Mesmo assim, a adesão não veio como esperava.
Na visão dele, o tempo acabou sendo um aliado. Depois de vários aplicativos regionais chegarem, prometerem resultados e desaparecerem, o Pop7 permaneceu ativo. Essa permanência ajudou a construir credibilidade.
Aplicativo começa a ser mais aceito após cinco anos ativo
Rafael acredita que o melhor momento do Pop7 está acontecendo agora. Após cinco anos no ar, sem investidores e sem grandes campanhas, o aplicativo ganhou um tipo de credibilidade que vem da permanência.
Ele afirma que uma frase ouvida no início da trajetória se confirmou com o tempo: nada aconteceria de imediato, mas haveria um momento em que o trabalho começaria a gerar resultado.
Para Rafael, esse momento chegou. O contrato com a multinacional, a permanência da plataforma e a proposta de reduzir os ganhos das grandes plataformas sobre os motoristas ajudaram o Pop7 a ser mais aceito.
“O ápice está acontecendo justamente agora. Esse é o momento”, diz.
Rafael ainda trabalha como motorista da própria plataforma
Diferente de gestores que se afastam completamente da direção, Rafael ainda trabalha como motorista do Pop7. Ele afirma que precisa continuar rodando porque a taxa cobrada pela plataforma mantém o aplicativo, mas não sustenta toda sua vida pessoal.
Além de gestor, Rafael tem família, paga aluguel, escola dos filhos, prestação do carro, documentação e outras despesas. Por isso, ainda dirige, especialmente nas corridas corporativas.
Ele cita exemplos da própria rotina: em um dia, levou um colaborador ao aeroporto às 23h45; depois, por volta de 1h50, buscou outro colaborador na empresa e levou para casa; pela manhã, já estava novamente atendendo corrida.
“Eu ainda preciso ser motorista da minha plataforma. Sou gestor, mas sou motorista”, afirma.
Clube de benefícios para motoristas
Uma das próximas etapas do Pop7 é o lançamento de um clube de benefícios para motoristas. A previsão mencionada por Rafael era iniciar o projeto entre maio e junho.
A ideia envolve criar um ponto de apoio para motoristas em Sete Lagoas, com lava-jato, troca de óleo, banheiro, lanchonete e espaço de descanso. O projeto também deve oferecer descontos em farmácias, clínicas médicas, odontologia, postos de combustível e serviços automotivos.
Os motoristas que aderirem ao clube pagarão uma mensalidade de R$ 100. Em contrapartida, além dos benefícios, terão redução da taxa do Pop7 de 7% para 5%.
“Com o clube de benefícios, essa taxa vai ser de apenas 5%. O motorista vai pagar uma mensalidade muito risória de R$ 100 para usufruir de todo o clube”, afirma.
Segundo Rafael, o projeto já estava saindo do papel e deve ser financiado por ele mesmo, sem investidores.
Corrida mínima de R$ 8 e remuneração de até R$ 2,30 por km
A corrida mínima do Pop7 em Sete Lagoas custa R$ 8 e cobre aproximadamente de 3 km a quase 4 km. A remuneração média por quilômetro fica entre R$ 2,10 e R$ 2,30, dependendo da corrida.
Na cidade, o ticket médio das viagens comuns costuma ficar entre R$ 10 e R$ 12. Há corridas maiores e mais longas, mas a maior parte da demanda urbana fica nessa faixa.
Rafael reconhece que a demanda geral do Pop7 ainda é baixa por falta de publicidade e investimento em tráfego pago. Atualmente, o aplicativo realiza, em média, de 30 a 50 corridas por dia no público geral, além das corridas corporativas realizadas diariamente.
800 a 1.000 passageiros e cerca de 330 motoristas cadastrados
O Pop7 tem hoje entre 800 e 1.000 passageiros cadastrados em Sete Lagoas. Do lado dos condutores, são aproximadamente 330 a 340 motoristas cadastrados.
Rafael considera esse número ainda pequeno para o tamanho da cidade, mas acredita que a base tende a crescer com o lançamento do ponto de apoio, do clube de benefícios e com a maior aceitação da marca.
A meta para 2026 é chegar a 1.000 motoristas cadastrados, cerca de 5.000 passageiros e média de 300 a 500 corridas diárias. Rafael acredita que esse crescimento pode começar a partir de junho, com as novas iniciativas voltadas aos motoristas.
Para 2027, a expectativa é triplicar esses números.
Motoristas faturam até R$ 7 mil com corridas gerais e corporativas
Nas corridas gerais, a demanda ainda é limitada. Por isso, os maiores ganhos hoje aparecem entre motoristas que atuam tanto no corporativo quanto nas chamadas comuns.
Segundo Rafael, os motoristas que mais rodam conseguem faturar entre R$ 6 mil e R$ 7 mil por mês somando as duas frentes.
O corporativo tem valores diferenciados e corridas diárias, o que dá mais previsibilidade aos condutores. Essa operação é hoje a principal responsável por gerar renda mais consistente para os motoristas vinculados ao Pop7.
Pop7 movimenta até R$ 120 mil por mês
Somando corridas comuns e corporativas, o Pop7 movimenta entre R$ 100 mil e R$ 120 mil por mês em Sete Lagoas.
Esse é o faturamento bruto da operação, ou seja, o valor total movimentado nas corridas antes do pagamento aos motoristas. Depois de descontar os repasses, o lucro da empresa fica em torno de R$ 20 mil a R$ 25 mil por mês, segundo Rafael.
Esses números mostram que a operação ainda é enxuta, mas já possui uma base relevante, especialmente no corporativo.
Corridas por fora devem acontecer dentro da plataforma
Ao falar sobre corridas por fora, Rafael adota uma posição diferente de alguns gestores. Ele não vê problema em motoristas terem clientes particulares. Para ele, isso faz parte da realidade da categoria.
O ponto central é que essas corridas sejam registradas dentro da plataforma, por meio da função de embarque rápido, chamada em outros aplicativos de “maçaneta”. Assim, o motorista mantém seus clientes, mas realiza a viagem com mais segurança.
Rafael lembra que corridas sem registro em aplicativo podem ser consideradas clandestinas pelo Código de Trânsito e gerar multa ao motorista. Por isso, orienta os condutores a usarem o Pop7 mesmo em viagens particulares.
“O motorista tem direito de ter os clientes particulares dele, mas que faça dentro da plataforma para ter segurança”, afirma.
O que incomoda é o motorista aceitar corridas muito baratas
O que mais incomoda Rafael no mercado não é exatamente a corrida por fora, mas o fato de motoristas aceitarem corridas com valores muito baixos em grandes plataformas, mesmo sabendo que existem alternativas locais pagando melhor por quilômetro.
Segundo ele, grandes aplicativos podem oferecer corridas de R$ 1,20, R$ 1,30, R$ 1,40 ou R$ 1,60 por km.
“Por que pegar uma corrida de R$ 1,20 ou R$ 1,30 por km se eu posso pegar uma de R$ 2,10 ou R$ 2,30?”, questiona.
Para Rafael, muitos motoristas seguem presos às grandes plataformas por hábito, mesmo quando a remuneração é menor. Ele acredita que o passageiro continuará pedindo carro por aplicativo, seja em uma grande plataforma ou em um app regional. O desafio é fazer os motoristas entenderem que eles também têm poder de direcionar o mercado.
Futuro dos apps regionais depende da intenção por trás do negócio
Rafael acredita que muitos aplicativos regionais continuarão fechando se forem criados apenas com foco em lucratividade rápida. Para ele, operações que entram no mercado com altos investimentos e exigência de retorno imediato acabam pressionadas a cobrar mais dos motoristas ou aumentar o valor das corridas.
Esse modelo, na visão dele, torna o aplicativo insustentável. Se a corrida fica muito cara, o passageiro escolhe outra plataforma. Se a taxa fica alta, o motorista desiste ou volta para os grandes aplicativos.
Por isso, Rafael defende que aplicativos regionais precisam nascer com foco em taxa baixa, valorização do motorista e paciência para crescer.
“Enquanto vierem aplicativos regionais com visão de lucratividade e benefício próprio, vai ser o que sempre tem acontecido: inicia e fecha”, afirma.
Aplicativos regionais precisam manter taxa baixa
Para conquistar mais espaço em um mercado dominado por Uber e 99, Rafael acredita que os aplicativos regionais precisam manter taxas baixas para os motoristas. Na visão dele, quem faz o aplicativo girar é o condutor.
“O aplicativo é dos motoristas. É o motorista que faz o aplicativo acontecer”, afirma.
Segundo Rafael, o passageiro já está habituado a pedir carro por aplicativo. Se houver motoristas disponíveis, o usuário chama. Por isso, o principal desafio dos regionais é manter o motorista engajado e bem remunerado.
Para ele, o gestor deve se perguntar quanto gostaria de ganhar se estivesse dirigindo. A resposta a essa pergunta deveria orientar a forma como a taxa é definida.
Sem medo de lançar e sem medo do futuro
Rafael afirma que não teve medo antes de lançar o Pop7. Segundo ele, entrou no mercado porque sentia que precisava ajudar os motoristas de Sete Lagoas a ganharem mais.
Também diz não ter medo do futuro. Sabe que haverá dificuldades, mas acredita que está no melhor momento da escalada do aplicativo. Para Rafael, o resultado virá se ele conseguir permanecer até o fim.
“Se eu tiver medo de entrar em busca desse resultado, eu não vou chegar nesse resultado”, afirma.
Expansão começa por Sete Lagoas
Hoje, o Pop7 atua principalmente em Sete Lagoas. Embora já tenha mapeado Belo Horizonte, Contagem e Confins, Rafael afirma que o foco total é fazer a operação funcionar primeiro em Sete Lagoas.
A ideia é consolidar a cidade antes de expandir para a região metropolitana de Belo Horizonte e outros pontos estratégicos, como o aeroporto internacional.
“Funciona em Sete Lagoas para que nós possamos abranger”, afirma.
A expansão, portanto, depende da consolidação local, do crescimento da base de motoristas e passageiros e da estruturação do clube de benefícios.
O legado que Rafael quer deixar
O legado que Rafael Lacuna quer deixar com o Pop7 está ligado à honestidade, à persistência e à valorização dos motoristas. Ele afirma que tem receio de aceitar investidores justamente porque não quer comprometer sua reputação ou ser visto como alguém que prejudicou outras pessoas.
“Eu desligo o aplicativo do ar, tiro ele do ar, mas deixo a minha índole de pessoa honesta”, afirma.
Rafael quer ser lembrado como alguém que veio de baixo, cresceu degrau por degrau e tentou criar uma alternativa mais digna para motoristas. Seu objetivo é que o Pop7, mesmo começando em Sete Lagoas, possa um dia impactar condutores em outras regiões do país.
Para ele, o aplicativo regional só faz sentido se ajudar motoristas a pagarem taxas mais justas e ganharem melhor.
“Não espere somente o gestor fazer a coisa acontecer. Faça acontecer”, conclui Rafael, em recado aos motoristas de aplicativos regionais.
