A Uber encerrou, na última quarta-feira (02), suas operações na Nigéria após 12 anos de atuação no país. Após revisão da própria empresa de suas atividades no país, a decisão tomada foi comunicada via email aos usuários.

“Após uma análise minuciosa de nossos negócios, tomamos a difícil decisão de encerrar nossas operações na Nigéria, a partir de 2 de setembro de 2026”, informou a companhia em mensagem enviada aos clientes. A Uber não detalhou os fatores que levaram à saída do país.

A empresa iniciou suas atividades na Nigéria em 2014, com o lançamento do serviço em Lagos, e posteriormente expandiu a operação para outras cidades.

Nos últimos anos, empresas de transporte por aplicativo que atuam no país têm enfrentado um cenário marcado por alta nos custos de combustível, inflação e volatilidade cambial, fatores que aumentam as despesas de operação de motoristas e plataformas.

Segundo a Uber, sua central de ajuda continuará disponível até 23 de setembro para atender usuários com questões pendentes relacionadas às contas.

A companhia não informou quantos motoristas e passageiros serão afetados pelo encerramento das atividades na Nigéria. Também não divulgou se pretende vender ativos relacionados à operação local.

Além da saída do mercado nigeriano, um porta-voz da Uber informou que a empresa também interrompeu suas operações em Uganda. Usuários do país que tentaram solicitar viagens pelo aplicativo receberam uma mensagem indicando que não havia corridas disponíveis.

Órgão investiga saída da Uber

A forma como a empresa deixou a Nigéria passou a ser investigada pela Comissão Federal de Concorrência e Proteção ao Consumidor (FCCPC, na sigla em inglês), órgão responsável pela defesa da concorrência e dos consumidores no país.

O presidente-executivo da FCCPC, Tunji Bello, afirmou que autoridades estão “analisando a forma como ocorreu a saída da empresa, especialmente em relação aos serviços não prestados aos clientes”. A declaração foi dada por mensagem de texto à Bloomberg.

A apuração ocorre após o encerramento das atividades ter sido realizado sem aviso prévio aos usuários. A decisão também coincidiu com uma reestruturação global da Uber, que anunciou o corte de aproximadamente 3.300 postos de trabalho, equivalente a cerca de 10% de sua força de trabalho.

Até o momento, a FCCPC não divulgou os possíveis desdobramentos da investigação. A Uber também não apresentou publicamente novos detalhes sobre as razões específicas para deixar o mercado nigeriano.

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