O iFood anunciou a concessão de bolsas para um treinamento prático em inteligência artificial destinado a profissionais atendidos pelo Instituto Pactuá, organização voltada à inclusão de pessoas negras no mercado corporativo.
O anúncio foi feito na sede da empresa durante o Formassário, evento que marcou os cinco anos do Instituto Pactuá e a formatura da quarta turma de seu programa de mentorias para lideranças negras.
Segundo o iFood, a iniciativa pretende ampliar o acesso dos participantes a ferramentas de inteligência artificial aplicadas ao ambiente profissional.
O treinamento será realizado no formato de bootcamp e terá como base o programa “Super Humanos”, desenvolvido pelo iFood em parceria com a Groovia, consultoria especializada em estratégia e inteligência artificial para lideranças.
De acordo com a empresa, o programa foi aplicado inicialmente a cerca de 100 sócios e líderes seniores do iFood. A companhia afirma que 82% dos vice-presidentes que participaram de uma imersão realizada em maio de 2026 passaram a utilizar seus próprios agentes de inteligência artificial após o treinamento.
Programa inclui programação assistida e criação de aplicações
Entre as ferramentas abordadas está o Claude Code. Segundo o iFood, o treinamento pretende capacitar os participantes a utilizar programação assistida para desenvolver aplicações, modelos preditivos e automações, inclusive em áreas como finanças e análise de dados de recursos humanos.
“IA hoje não é mais sobre linguagem do poder ou sobre se empoderar, é sobre sobreviver no mercado de trabalho. Gestores de pessoas e recrutadores do mundo todo têm consensuado que a IA não vai substituir os profissionais, mas sim que os profissionais que dominam a IA vão ocupar esses espaços”, afirmou Luana Ozemela, vice-presidente de Impacto Social do iFood.
O iFood também afirma utilizar inteligência artificial em diferentes áreas de sua operação, incluindo gestão, logística, atendimento e processos relacionados a pessoas. De acordo com a companhia, agentes de IA e automações são empregados para otimizar processos internos e reduzir custos de suporte e operação. A empresa afirma ainda que essas mudanças vêm sendo realizadas sem demissões em massa.
“O que começou como um sonho se tornou um movimento. Nestes cinco anos construímos uma rede que conecta pessoas, compartilha experiências e amplia oportunidades para profissionais negros ocuparem espaços de liderança. Cada nova turma representa mais empresas transformadas e mais histórias de sucesso sendo escritas”, afirmou Íris Barbosa Barreira, presidente do Instituto Pactuá.
Segundo o iFood e o Instituto Pactuá, a oferta das bolsas busca combinar a formação de lideranças negras com o acesso a ferramentas de inteligência artificial utilizadas no ambiente corporativo.
