No final de 2025, a China possuía aproximadamente 6,7 milhões de BEVs (veículos elétricos a bateria) registrados na plataforma da DiDi. Esses veículos representavam mais de 74% da quilometragem percorrida em viagens intermediadas pela empresa no país. A meta é que, até 2035, praticamente 100% da quilometragem percorrida na plataforma na China seja realizada por veículos elétricos.
Na área de delivery, a DiDi também investe na eletrificação. Nos mercados latino-americanos de língua espanhola, mais de 30 mil entregadores, entre ciclistas e motociclistas, utilizam veículos eletrificados.
Brasil impulsiona a mobilidade elétrica
Em 2025, a plataforma contabilizava mais de 35 mil veículos eletrificados no Brasil. Atualmente, são 66 mil, crescimento de 88,5%. A empresa também lançou a categoria 99electric-Pro, modalidade de transporte por aplicativo atendida exclusivamente por veículos híbridos e 100% elétricos. O serviço está disponível em cinco cidades brasileiras e já foi utilizado por mais de 150 mil usuários.
Segundo os dados apresentados pela companhia, a estratégia avançou em 2026 com iniciativas da Aliança pela Mobilidade Sustentável. Atualmente, o grupo reúne 32 empresas dos setores automotivo, financeiro, de energia, infraestrutura e mobilidade. A iniciativa contribuiu para a venda de mais de 150 mil veículos eletrificados e para o aluguel de outros 6 mil, além de apoiar a implantação de mais de 5 mil pontos de recarga, equivalentes a cerca de um terço da infraestrutura pública existente no país.
Até 2030, a Aliança tem como meta alcançar 300 mil veículos elétricos e eletrificados em circulação, incluindo carros, motos e bicicletas.
Tecnologia aplicada à segurança
O relatório também apresenta dados sobre os investimentos em segurança. No Brasil, segundo a companhia, ferramentas automatizadas para análise do comportamento de condução e identificação de áreas de risco, além de ações obrigatórias de educação para parceiros, contribuíram para uma redução de 45% na taxa de acidentes graves e fatais por milhão de viagens realizadas com motocicletas na plataforma. Na América Latina, a taxa de acidentes em viagens intermediadas pela plataforma, considerando carros e motos, caiu 50% em relação a 2024.
A empresa também informa que recursos globais de suporte baseados em inteligência artificial reduziram em 6% o tempo de resposta a incidentes de segurança. Na China, a taxa de fatalidade envolvendo veículos automotores nos serviços de mobilidade caiu 3%. No país, a DiDi implementou modelos multimodais de larga escala que, segundo a companhia, conseguem identificar mais de 95% dos cenários de risco considerados pelo sistema.
Entre as ferramentas voltadas à segurança das mulheres está o Modo Mulher, que permite que motoristas mulheres aceitem corridas exclusivamente de passageiras. A operação brasileira também conta com grupos internos dedicados à diversidade, inclusão e equidade.
Segundo a 99, 99,9997% das viagens realizadas pela plataforma ocorrem sem incidentes.
Inclusão e impacto social
O Relatório de Sustentabilidade também apresenta indicadores relacionados à inclusão e à geração de oportunidades econômicas.
Globalmente, DiDi e 99 afirmam oferecer oportunidades de geração de renda a milhões de motoristas e entregadores. Entre os indicadores apresentados no relatório estão:
- Acessibilidade: mais de 60% das viagens de DiDi/99 Moto têm como origem ou destino áreas de baixa e média renda;
- Proteção às mulheres: a empresa oferece recursos que permitem que motoristas mulheres aceitem apenas passageiras na China, no Brasil, no México, na Colômbia e no Chile;
- Mulheres na mobilidade urbana: a plataforma contabiliza 2 milhões de mulheres entre motoristas, motociclistas e entregadoras parceiras em todo o mundo;
- Transformação digital: a empresa implementou programas de transformação digital voltados a 100 mil restaurantes no México e 20 mil na Colômbia. Na América Latina, a DiDi afirma ter apoiado a digitalização de mais de 700 mil pequenos e médios restaurantes por meio de sua plataforma de delivery.
