“Eu achei fantástica essa profissão, o contato com as pessoas, as diferentes culturas.” Após 25 anos trabalhando na indústria metalúrgica, Rogério Araújo, 50 anos, hoje gestor de uma plataforma regional de mobilidade, se encontrou como motorista via aplicativos. Em 2021, ele saiu da empresa em que trabalhava e decidiu “parar um tempo”, mas um amigo do irmão, que viria a se tornar sócio no negócio, comentou sobre um aplicativo local em Barcarena (PA). Apesar de ter nascido em Belém (PA), Rogério vive na cidade vizinha desde os 11 anos, levado pelo pai, que chegou à região para trabalhar, quando a vila para a qual se mudou ainda estava “parte em construção”.
Depois de ter conhecido e gostado da profissão, a virada empreendedora veio. Em 2023, ainda dirigindo, Rogério recebeu uma proposta do antigo proprietário da Driver Pará, que “não queria mais tocar o aplicativo”. Rogério conta que conversou com a família e avisou que seria algo “para entrar de cabeça”, e iniciou uma sociedade com o irmão, Márcio José Pinto Araújo, 49 anos. Desde então, eles chegaram a trocar de desenvolvedora do software da plataforma e reestruturar toda a operação sob a identidade da marca para melhorar, sobretudo, a eficiência no atendimento às corridas que aponta estar alcançando hoje. “Nós resolvemos dar ‘três passos para trás’ para conseguir deslanchar”, esclarece o gestor.
Como foi sua trajetória até começar a empreender no setor de mobilidade?
Rogério Araújo: Eu comecei no ramo de aplicativo depois de 25 anos numa indústria metalúrgica aqui na minha cidade. Saí de lá em dezembro de 2021. Fiquei um tempo parado, para descansar mesmo, porque era regime CLT, muitos anos trabalhando… Depois, um amigo do meu irmão, que hoje é meu sócio, me falou de um aplicativo regional que tinha na cidade. Eu nem sabia que isso existia. Inclusive, muita gente até hoje não sabe que aqui tem aplicativo.
Eu comecei a trabalhar como motorista para passar o tempo, nunca tinha tido essa experiência. Topei o desafio e gostei muito, me identifiquei com a profissão: o contato com as pessoas, as culturas diferentes. Aqui é um município do Pará, com muitas indústrias, então, tem muita gente de fora, de outros estados. Eu gostei da experiência. Isso foi em abril de 2022, fiquei um ano como motorista. Em 2023, ainda como motorista, o antigo proprietário do Driver Pará me fez uma proposta, porque ele não queria mais trabalhar com mobilidade urbana e me ofereceu o aplicativo. Eu topei, convidei meu irmão, conversei com a família, porque toma muito tempo, expliquei que ia entrar de cabeça se eles me apoiassem. Minha esposa e meus filhos apoiaram, e, em maio de 2023, a gente concretizou o negócio e vem nessa trajetória até hoje.
O aplicativo já existia há quanto tempo antes de vocês comprarem?
Rogério Araújo: O Driver Pará surgiu em 2019. Foi um aplicativo regional pioneiro aqui em Barcarena (PA). Quando eu comecei a rodar, foi por ele, então eu tinha um apreço muito grande pela marca.
Você trabalhou em outras plataformas além do Driver Pará?
Rogério Araújo: Eu nunca trabalhei na Uber ou 99, porque o pessoal comentava que os valores eram muito defasados, não era justo para o motorista. Eu sempre valorizei outras duas plataformas regionais daqui, que até hoje existem. Inclusive, hoje são minhas concorrentes.
Como é Barcarena e a rotina das pessoas na cidade?
Rogério Araújo: Aqui é uma cidade que iniciou através de uma empresa. Barcarena tem um bairro chamado Vila dos Cabanos, que foi construída para funcionários da Vale do Rio Doce que trabalhavam nessa obra da Albrás, produtora de alumínio primário. Com o passar dos anos, a vila foi vendida, pessoas compraram as casas e a cidade se desenvolveu. Barcarena é um polo industrial.
Você nasceu e cresceu na cidade?
Rogério Araújo: Eu nasci em Belém, mas vim para Barcarena por causa do meu pai, que veio trabalhar em 1988. Em 1989, ele trouxe a família. A gente veio quando a Vila dos Cabanos ainda estava em construção. Eu tinha 11 anos. Hoje, eu tenho 50 e estou há bastante tempo aqui.
Na infância você tinha algum sonho, pensava em algo parecido com o que faz hoje?
Rogério Araújo: Empreender, não. Eu sempre fui fanático por carro, em trabalhar e ter meu carro. Isso, eu almejava quando criança e adolescente. Mas eu tive família muito cedo, com 18, 19 anos minha namorada da época, que é minha esposa hoje, engravidou. Eu pensei uma coisa e aconteceu outra.
Antes da metalúrgica, você teve outros trabalhos?
Rogério Araújo: Tive, mas bem curtos, coisa de três, quatro meses. No início da vida profissional foi bem curto, antes de entrar nessa empresa.
O que você carrega dos outros trabalhos para a gestão do aplicativo?
Rogério Araújo: Sem dúvida, a parte de gestão. Eu cresci profissionalmente: de operador até supervisor, liderei equipes. A empresa era muito forte em gestão, fiz muitos cursos, e trouxe esse embasamento para o ramo da mobilidade, me ajudou muito.
Como foi a situação do aplicativo quando vocês assumiram e o que vocês mudaram?
Rogério Araújo: Quando a gente adquiriu, o aplicativo estava com outro software, muito ruim. Isso atrapalhou bastante. A gente até alavancou, mas era como estar com o freio de mão puxado. Aí resolvemos dar “três passos para trás” para deslanchar. O receio era perder passageiros na transição, e acabou acontecendo, a gente não conseguiu absorver todos que estavam cadastrados na outra plataforma. Mas não dava para continuar com a plataforma anterior, que segurava o potencial da marca Driver Pará, muitas falhas. Em julho de 2025, foi o divisor de águas, a gente bateu o martelo: acontecesse o que acontecesse, ia mudar para a desenvolvedora de software que usamos hoje. E, graças a Deus, estamos voltando ao patamar de chamadas que tínhamos antes, com muito mais eficiência.
Teve alguma falha de outros aplicativos que você quis corrigir quando virou gestor?
Rogério Araújo: Sim, a parte de divulgação. Em alguns concorrentes, o administrador pedia colaboração dos motoristas, até financeira, para divulgação. Eu não acho isso correto. O gestor tem que fazer a parte dele na divulgação, e o motorista parceiro tem que fazer o bom trabalho: tratar bem o cliente, atender rápido. Mas panfletagem, rádio, divulgação… isso é do administrador, não deve jogar para o motorista.
Quanto foi o investimento inicial quando você comprou o aplicativo?
Rogério Araújo: Só a aquisição, foi negociada em R$ 85 mil, porque já tinha nome, marca e banco de dados com quase 10 mil clientes cadastrados. Em um ano, a gente conseguiu chegar a 15 mil cadastrados antes da transição.
Além disso, fizemos investimento de divulgação num canal muito visível aqui, que é R$ 1.500 por mês, e um comercial de R$ 2 mil para 30 dias. E vamos continuar com uma agência, com divulgação nas redes sociais e nos canais locais da cidade.
Vocês têm quantos clientes cadastrados hoje?
Rogério Araújo: Em seis meses, como a gente começou do zero com o novo software em meados de julho do ano passado, estamos com 3.026 clientes. A gente não conseguiu trazer nem 50% do que tinha cadastrado na outra plataforma, mas vamos conseguir recuperar.
Por que você optou por comprar um aplicativo existente em vez de criar do zero?
Rogério Araújo: Porque criar um novo com outro nome é mais difícil com a concorrência. O Driver Pará já tem peso, marca bem conhecida. O que aconteceu foi queda de satisfação por problemas de gestão, mas o nome é forte. E, para fixar uma marca nova, o investimento é muito alto e, às vezes, não dá certo. Já surgiram outros aqui e não tiveram êxito.
Quantos motoristas vocês tinham quando assumiram e quantos têm hoje?
Rogério Araújo: Quando assumimos, só tinham 24 motoristas. Hoje, são quase 200. E tem uma fila de uns 100 querendo entrar, mas a gente dosa pela demanda, porque não pode ter motorista demais e pouca corrida.
Quando assumiram, como vocês captaram motoristas para a plataforma?
Rogério Araújo: Começamos com valor justo de corrida mínima. No início, teve desconfiança, porque eles não acreditavam que tinha mudado de dono. Mas o tempo de resposta do suporte mudou completamente, antes era muito ruim. Ao longo dos meses, viram consistência, com suporte e valores justos. A credibilidade foi resgatada e hoje muitos querem entrar.
Em quanto tempo o aplicativo começou a “se pagar”?
Rogério Araújo: Ele está se pagando, ainda não concluiu, mas paga os custos de divulgação e o custo da compra, porque até hoje a gente paga mensalmente e vai concluir acho que em setembro ou outubro deste ano. E cada mês, com mais clientes, melhora. Em janeiro, por exemplo, costuma ser fraco, mas a gente fez mais corridas do que em dezembro: fechamos 3.600 corridas no mês. A projeção para 2026 é chegar a 5 mil corridas por mês até dezembro de 2026.
Qual é a média de corridas por mês?
Rogério Araújo: Em torno de 3 mil, e já tínhamos essa média antes de mudar para a nova desenvolvedora de plataforma.
Qual foi o momento mais difícil desde que vocês viraram gestores?
Rogério Araújo: Foi justamente nos meses que eram para ser os melhores quando assumimos: fevereiro/carnaval, julho (férias/veraneio) e dezembro. O aplicativo antigo não aguentava o pico. Na virada de 2023 para 2024, tivemos 400 chamadas não atendidas. A plataforma travava e o cliente desistia. O suporte só prometia e não mudava. Sofremos em julho de 2023, em dezembro e no carnaval de 2024. Aí foi a gota d’água e resolvemos partir para outra desenvolvedora, mesmo perdendo clientes na migração. Foi muito frustrante e a gente perdia passageiro para concorrentes. Mas fomos para o “tudo ou nada”. Eu ainda segurei por receio, mas depois desse carnaval eu disse: “Não dá. Vamos começar do zero, mas com uma plataforma excelente”. E hoje, só temos satisfação com a nova empresa.
Teve alguém que foi fundamental para o negócio sobreviver?
Rogério Araújo: Eu e meu irmão. A gente ia de madrugada, qualquer horário, para manter atendimento constante e solidez. Até hoje a gente mete a mão na massa. Agora, com quase 200 motoristas, tem gente de dia e de noite, não precisa mais a gente rodar para cobrir falta.
Como é a equipe do aplicativo hoje?
Rogério Araújo: Ainda é pequena: só um suporte. E a gente se reveza também nesse atendimento ao cliente. Quando diminuir aquele custo do pagamento da compra, vai dar uma respirada para aumentar o suporte.
Como é a divisão de trabalho entre você e seu irmão? Ele também era motorista?
Rogério Araújo: Ele também trabalhou como motorista, mesmo tendo emprego registrado, para renda extra. E meu pai e minha cunhada também rodam com a gente. É uma família que gosta de rodar. Isso é bom porque a gente escuta na rua como está o atendimento. Como gestores, eu e meu irmão atuamos em conjunto: tudo o que vamos fazer, discutimos antes.
Qual você enxerga que foi a maior mudança em si mesmo depois de ter começado a empreender?
Rogério Araújo: Eu dei uma freada. Na empresa em que eu trabalhava, buscava resultado o tempo todo, tinha cobrança alta. Eu trouxe isso para o aplicativo e ficava alucinado com corrida cancelada, mau atendimento… ficava pilhado. Até tive um pequeno desentendimento com meu irmão porque meu nível de cobrança é muito alto, eu quero performance 99%. Mas a gente trabalha com pessoas, nem sempre é assim. Então, eu passei a controlar mais a ansiedade. Antes eu ficava o tempo todo no sistema, cobrando motorista: “Você está demorando para ir”. Hoje, eu vejo diferente, mais tranquilo.
Quando você percebeu que o aplicativo estava dando certo?
Rogério Araújo: A melhora começou no antigo sistema, em dois meses, então a gente concluiu que a marca era muito boa e conhecida, o problema era o software. E, quando passou para a nova desenvolvedora, muitos clientes voltaram. Na época, os concorrentes induziam motoristas a dizer que a plataforma tinha acabado, e a gente perdeu clientes por isso, porque acreditaram. Então, a estratégia com canal influente aqui na cidade é alcançar essas pessoas e corrigir a informação.
Vocês operam só em Barcarena ou também em outras cidades?
Rogério Araújo: A gente está em Belém do Pará (PA) também, mas lá é mais complicado, porque o domínio é das estrangeiras, 99 e Uber. No início, entre 2019 e 2020, o Driver Pará começou com a desenvolvedora que usamos hoje e conseguiu um espaço gigantesco em Belém. Depois, os sócios se desentenderam, um criou outra plataforma concorrente, o outro continuou e mudou de software, aí caiu e regrediu em Belém. Hoje, é difícil reconquistar espaço, porque tem que conscientizar motorista de que regional é mais justo. Estávamos em Abaeté (PA), vamos retomar. E, para 2026, estamos projetando Marabá (PA) e Bragança (PA). Marabá é parecida com Belém, mas vejo o cenário mais fácil, porque motoristas estão muito insatisfeitos com essas plataformas. Bragança, a gente chegou a implantar, mas o software ruim atrapalhou e parou; vamos retomar.
A expansão vai ser franquia ou sob a gestão de vocês?
Rogério Araújo: Como gestores mesmo.
Como funciona a remuneração dos motoristas? E vocês cobram mensalidade ou taxa?
Rogério Araújo: A gente começou com mensalidade, como era antes, mas mensalidade traz muita inadimplência e compromete o orçamento. Foi um desafio grande, aí passamos para taxa. A gente calculou pelo número de corridas, na taxa daria até mais do que mensalidade. E foi o que aconteceu.
Qual é a taxa cobrada hoje?
Rogério Araújo: Começamos com 10%, hoje estamos em 14%, porque 10% não cobria os investimentos planejados e os que estamos fazendo. Tem concorrente aqui que cobra 18%. Quando a gente reduzir custo, dá para fazer promoção para motorista, baixar percentual com estratégia, como adesivo no carro etc.
Qual é o valor da corrida mínima e cobre quantos quilômetros?
Rogério Araújo: A mínima para o passageiro hoje é R$ 13, com dinâmica 1.3. Para o motorista, tira só os 14%, fica quase R$ 11 e cobre até 1,7 km. O nosso quilômetro está ajustado para 1.65 de dinâmica. E dá mais de R$ 3 por km na mínima, e isso é bem mais alto que outras plataformas. Exemplo: da cidade para a praia daqui dá 3,4 km; a corrida sai R$ 19, R$ 20, R$ 21. É um valor bem em conta para o motorista.
Como funciona o repasse e a taxa quando tem corrida em dinheiro? Motorista faz recarga?
Rogério Araújo: O pagamento para o motorista é imediato, o cliente paga direto para ele via Pix e a taxa funciona via recarga de crédito dentro do aplicativo. A recarga mínima é R$ 20. O motorista coloca, por exemplo, R$ 50 e, a cada corrida, desconta 14% desse crédito. O valor da corrida vai direto para a conta dele, e o crédito vai sendo consumido.
Quanto ganha, em média, um motorista no Driver Pará?
Rogério Araújo: Depende das horas. Quem trabalha de 8h até 19h em dia de semana consegue fazer R$ 250, R$ 300 por dia; os que trabalham só com isso conseguem R$ 5 mil, R$ 6 mil por mês. Eu ainda não fiz a pesquisa de recorde, mas tem motorista que, somando com concorrente também, consegue mais. Já vi motorista fazer R$ 1.500, R$ 2 mil na semana.
Qual é o faturamento médio mensal da empresa hoje?
Rogério Araújo: Em média, está dando R$ 7 mil. Por isso, a necessidade de ir para outras cidades, para aumentar faturamento. Com 5 mil corridas por mês a gente chega a R$ 10 mil de faturamento médio tranquilamente. A meta é bater isso até dezembro de 2026.
Vocês têm metas para os próximos anos?
Rogério Araújo: Sim, consolidar em outras cidades e não parar. Cada ano, colocar duas cidades. A gente estudou várias cidades do Pará com carência de aplicativo. E financeiramente, queremos melhorar para iniciar em outras cidades, porque requer investimento, principalmente divulgação. Inclusive, penso em sair do meu trabalho atual para pegar essa grana e investir nos projetos, porque tem que investir do bolso. No início, não é para usufruir lucro, tudo que ganha é para investir. Depois de 2027, a gente pensa em usufruir. O foco é crescer, degrau a degrau, e ralar bastante.
Do que você mais se orgulha na sua trajetória?
Rogério Araújo: Eu, às vezes, paro e penso: “Como eu vim parar nesse mundo?”. Foi casual, eu gostei, nunca imaginei administrar um aplicativo. É muita concorrência, muita dedicação. O que eu mais me orgulho é da minha dedicação e força de vontade, vontade de vencer. Sou obcecado por resultado positivo e não costumo desistir. Mesmo com dificuldade, penso que isso é para fortalecer.
Como você enxerga o futuro dos aplicativos regionais no Brasil?
Rogério Araújo: Eu vejo que muitos regionais nascem de motoristas que sofreram com injustiça nas plataformas estrangeiras. O regional traz mais benefício para motorista, mas a categoria ainda não entendeu. Uma parte grande não vê como futuro melhor. Nas capitais, é mais complicado; no interior, dá mais certo. E hoje, Uber e 99 querem dominar o interior também. Se a categoria não estiver firme no pensamento, até no interior vai ficar complicado.
O que os regionais precisam ter para dominar o mercado frente às grandes plataformas?
Rogério Araújo: Em recurso, a desenvolvedora de software que usamos está praticamente igual à Uber e 99 hoje. Recentemente, anunciaram novidades, recursos que se igualam ainda mais, como cartão de crédito no aplicativo, Pix, cliente cadastrar crédito… tudo isso existe. Então, o problema não é tanto o aplicativo, é conscientizar o motorista para fortalecer algo melhor para ele. O principal benefício é valor de corrida. Em Belém, mesmo com valor de corrida maior, a adesão é baixa. Já teve proposta de taxa 5% e a plataforma injetar R$ 10 de crédito para começar, e, mesmo assim, a adesão é baixa. Para cliente, eu não vejo tanta dificuldade. Com divulgação e corrida mínima atrativa, você capta cliente. Nas capitais, o desafio não é cliente, é motorista: se tivessem 700, 800 motoristas on-line em Belém, já dava um trabalho tranquilo.
Qual legado você quer deixar na sua cidade?
Rogério Araújo: Eu quero deixar uma plataforma com o melhor atendimento, nascida em Barcarena (PA), que perpetue por muitos anos, como pioneira que cresceu junto com a cidade. Eu falei para meus filhos: “Isso aqui vocês vão continuar”. Minha briga é deixar num patamar alto para eles assumirem e só manterem o que conquistamos. Quero deixar esse legado para a cidade e minha família: uma plataforma justa para motoristas, com passageiros satisfeitos chamando o Driver Pará.
Foi muito bom recapitular o início. Hoje, estamos no meio da caminhada promissora.

