O iFood Move 2026 terá dois fotógrafos com síndrome de Down na equipe responsável pela cobertura do evento, que acontece nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo. Os profissionais fazem parte da Galera do Click, projeto voltado à formação e atuação profissional de pessoas com síndrome de Down e deficiência intelectual.

Segundo o iFood, os dois fotógrafos trabalharão durante os dois dias de programação, com quatro horas de cobertura remunerada por profissional.

A Galera do Click foi criada em 2013 pela fotógrafa Sandra Reis, em São Paulo, a partir de uma experiência com seu filho Felippe, que tem síndrome de Down. A iniciativa começou com um calendário fotográfico de uma turma de teatro e posteriormente passou a oferecer formação na área.

Atualmente o projeto atua como negócio social e já atendeu centenas de pessoas com síndrome de Down e deficiência intelectual. Alunos com maior experiência também são contratados para trabalhos fotográficos em eventos corporativos e coberturas institucionais.

Recursos de acessibilidade

Além da participação da Galera do Click, o iFood afirma que o Move 2026 contará com uma Central de Acessibilidade e uma sala de acolhimento. Nos palcos, estão previstos recursos de Libras, audiodescrição e legendas, que poderão ser acessados pelo aplicativo do evento.

A programação também deverá oferecer tours guiados com audiodescrição, conduzidos por profissionais especializados. Segundo a empresa, haverá ainda cardápios em Braile e versões digitais em formato acessível.

O iFood estima que mais de 12 mil participantes passem pelo evento nos dois dias. A companhia informa que a programação terá mais de 70 horas de conteúdo sobre temas como hospitalidade, tecnologia e gestão de restaurantes.

Compensação de carbono e destinação de resíduos

Na área ambiental, a empresa afirma que a edição de 2026 contará com cálculo das emissões de carbono, compensação e certificação por meio do Selo Evento Neutro.

De acordo com o iFood, a gestão de resíduos incluirá pré-triagem no local, pesagem e destinação dos materiais, além de ações relacionadas à cadeia de reciclagem e ao uso de embalagens consideradas sustentáveis pela companhia.

A empresa informa que a compensação das emissões estará associada ao projeto Kamiranga, no Pará. Uma cerâmica participante do projeto substituiu o uso de lenha nativa por combustíveis como caroço de açaí e serragem. A companhia afirma ainda que recursos obtidos com créditos de carbono são direcionados à modernização da fábrica e a ações destinadas à comunidade local.

Edição de 2025 contabilizou 68,5 toneladas de CO? equivalente

Segundo dados divulgados pelo iFood, a edição de 2025 recebeu um certificado de neutralização de carbono concedido pela Eccaplan, por meio do programa Evento Neutro.

A empresa informa que foram contabilizados 68.522 kg de CO? equivalente (CO?e) naquela edição. Desse total, 41.190 kg foram atribuídos ao transporte terrestre, 11.891 kg à infraestrutura, 9.710 kg ao transporte aéreo e 5.731 kg aos resíduos.

De acordo com a companhia, o cálculo seguiu diretrizes do GHG Protocol. Para a compensação, foram utilizados 69 créditos de carbono vinculados ao projeto Terrus Carbon Coffee, correspondentes a 69 toneladas de CO?e.

O iFood relaciona a iniciativa ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13, de ação contra a mudança global do clima, estabelecido na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

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