O iFood comunicou, neste domingo (23), seu posicionamento sobre o caso de Cláudio Rafael Landeiro, informando que desativou permanentemente as contas dos entregadores envolvidos na morte do indivíduo, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e afirmou que segue colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação do caso.

Em pronunciamento publicado no jornal O Globo, o CEO da empresa, Diego Barreto, declarou:

“Desde que fomos procurados pela polícia do Rio de Janeiro, colaboramos fornecendo todos os dados necessários que permitiram identificar dois dos quatro homens envolvidos na agressão. Eles foram banidos da plataforma. E vamos colaborar até a última etapa do processo”.

Em posicionamento sobre o caso, o iFood lamentou a morte de Cláudio Rafael e manifestou solidariedade a familiares e amigos. A empresa reforçou ainda que mantém canais permanentes de cooperação com órgãos de segurança pública para auxiliar investigações.

CEO diz que envolvidos não representam entregadores

No comunicado, Barreto afirmou que decidiu se pronunciar para responder à família de Cláudio Rafael, aos entregadores cadastrados na plataforma e à sociedade sobre a atuação da empresa diante do caso.

O CEO também procurou diferenciar os envolvidos na morte dos demais trabalhadores que atuam com entregas por aplicativo.

“Quem matou Cláudio Rafael não merece ser chamado de entregador. Eram quatro homens que decidiram que a vida de outro ser humano valia menos que um objeto.”

Segundo o iFood, mais de 600 mil entregadores utilizam a plataforma no país. A empresa classificou o episódio como um caso isolado e afirmou que ele não representa a maioria desses trabalhadores.

Barreto também disse que o ocorrido em Copacabana não deve resultar em estigmatização da categoria. “O que aconteceu em Copacabana não pode ser utilizado para estigmatizar, hostilizar e prejudicar vocês”, destacou, dirigindo-se aos entregadores.

iFood afirma realizar checagem de antecedentes

De acordo com o CEO, os entregadores passam por uma verificação de antecedentes criminais antes de serem aceitos na plataforma e pessoas com condenação por crimes violentos não são admitidas. “Infelizmente, esse filtro jurídico não prevê o comportamento futuro das pessoas”, lamentou.

No posicionamento divulgado pela companhia, o iFood também citou sua Política de Combate à Discriminação e à Violência. Segundo a empresa, o descumprimento das regras pode levar a medidas que variam de advertências à desativação permanente da conta.

“A nossa responsabilidade segue sendo definir, com clareza e sem exceção, o que não cabe dentro da plataforma. Violência não cabe. Não cabe contra cliente, contra restaurante, contra outro entregador ou contra uma pessoa que passa de bicicleta na rua.”

Empresa promete continuar colaboração com autoridades

Barreto ressaltou que o iFood continuará colaborando com as autoridades e participando do debate sobre políticas públicas relacionadas à segurança. Entre as iniciativas mencionadas pelo executivo está o apoio ao 20º Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Ainda no pronunciamento, o CEO afirmou que a empresa pretende manter a plataforma disponível para quem busca trabalhar, mas excluir pessoas envolvidas em violência.

“A parte que cabe ao iFood nessa construção, eu assumo aqui, em público: manter a porta aberta para quem quer e pode trabalhar, e fechá-la, sem exceção, para quem escolhe a violência”, determinou Barreto.

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