Entregadores que utilizam bicicletas como ferramenta de trabalho podem financiar modelos elétricos novos com juros reduzidos e sem necessidade de entrada por meio do programa Move Brasil, disponibilizado pelo Governo Federal.

A iniciativa contempla profissionais vinculados a aplicativos e trabalhadores contratados pelo regime CLT, desde que atendam aos critérios de participação. Entre os equipamentos habilitados estão modelos das marcas StreetGo, YOO Mobility e OGGI, que possuem fabricação nacional.

“Para quem trabalha sobre duas rodas, a bicicleta é uma ferramenta de geração de renda. O financiamento facilita a compra, mas o profissional também precisa encontrar assistência e peças de reposição quando necessário. Temos produção no Brasil e uma rede de atendimento que acompanha o cliente depois da venda”, afirma o CEO da OX Bike, David Peterle.

O programa busca facilitar o acesso a bicicletas elétricas, que podem reduzir o esforço físico dos entregadores durante subidas e trajetos mais longos. A assistência do motor também permite manter um ritmo mais constante durante o expediente, enquanto a ausência de gastos diários com combustível pode contribuir para diminuir os custos operacionais.

Para participar, os profissionais precisam comprovar tempo mínimo de atividade. A concessão do financiamento, no entanto, depende de avaliação de elegibilidade e análise de crédito por uma instituição financeira participante.

Quem pode financiar uma bicicleta elétrica pelo Move Brasil?

O programa contempla entregadores ciclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas.

Trabalhadores contratados pelo regime CLT também podem solicitar o financiamento, desde que tenham pelo menos seis meses de registro na mesma empresa.

O processo começa em uma loja autorizada, responsável por preparar um orçamento com os dados do profissional e do equipamento escolhido. Em seguida, o trabalhador deve realizar o cadastro na plataforma oficial do Governo Federal, disponível em gov.br/movebrasil.

A avaliação de elegibilidade tem prazo de até dez dias úteis. Caso seja considerado apto, o profissional poderá solicitar o financiamento à Caixa Econômica Federal ou ao Banco do Brasil, instituições participantes da modalidade destinada às bicicletas elétricas.

A liberação dos recursos está condicionada à análise de crédito do banco. Após a aprovação, o trabalhador deverá apresentar a carta de crédito em uma loja que comercialize os modelos habilitados. Com a emissão da nota fiscal e a conclusão do procedimento bancário, o pagamento ao estabelecimento ocorre em até cinco dias úteis.

Cada beneficiário poderá financiar uma bicicleta nova pelo programa.

Oito modelos de bicicletas elétricas estão disponíveis

Entre as fabricantes que integram a iniciativa estão StreetGo, YOO Mobility e OGGI, marcas pertencentes à OX Bike. As empresas disponibilizam oito modelos de bicicletas elétricas, com diferentes configurações para atender às necessidades de deslocamento dos trabalhadores.

A StreetGo participa com cinco opções: S12, S14, S17, S27 e S40. Já a YOO Mobility oferece os modelos Y200 e Fleek, enquanto a OGGI disponibiliza a BW 8.0, nos tamanhos S, M e L.

Segundo a OX Bike, outros dois modelos estão em processo de habilitação. Entre as bicicletas StreetGo, a autonomia pode chegar a 70 quilômetros por ciclo de bateria, dependendo das condições de utilização.

A fabricação nacional é um dos requisitos para a inclusão dos equipamentos no programa. As três marcas possuem produção no Polo Industrial de Manaus, onde a OX Bike mantém uma unidade de 70 mil metros quadrados.

Assistência técnica e manutenção também pesam na escolha

Além das condições de financiamento, a disponibilidade de manutenção e peças de reposição é um fator relevante para os profissionais que dependem das bicicletas para gerar renda.

Diferentemente do uso ocasional, problemas mecânicos ou elétricos podem interromper a rotina de trabalho dos entregadores até que os equipamentos sejam reparados.

Segundo a companhia, sua estrutura inclui engenharia própria, centros de distribuição, lojas, revendedores e oficinas em todos os estados brasileiros, além de serviços de garantia e fornecimento de peças de reposição.

“A produção nacional é o que permite que nossas marcas participem do Move Brasil. Ao mesmo tempo, ela está ligada a uma estrutura de engenharia, distribuição e pós-venda construída para atender o mercado brasileiro. Para o entregador, isso significa ter acesso ao financiamento e contar com suporte no país durante a utilização da bicicleta”, explica Peterle.

Bicicletas elétricas podem reduzir custos para entregadores

Além da redução do esforço físico, a utilização de bicicletas elétricas pode representar uma alternativa para diminuir despesas relacionadas à atividade profissional, especialmente por dispensar o abastecimento com combustíveis.

Outra característica é a possibilidade de utilização sem determinadas exigências documentais. Quando enquadrados nas categorias previstas pela Resolução CONTRAN nº 996/2023, os equipamentos dispensam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), emplacamento e licenciamento.

Apesar das facilidades previstas no Move Brasil, o acesso ao financiamento não é automático. Os interessados precisam cumprir os requisitos de participação, obter aprovação na avaliação de elegibilidade e passar pela análise de crédito da instituição financeira escolhida. Assim, mesmo com a dispensa de entrada e a oferta de juros reduzidos, a aquisição permanece condicionada à aprovação do financiamento.

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