Esquecer objetos em viagens por aplicativo é uma situação comum entre passageiros. Segundo a edição de 2026 do Índice de Achados e Perdidos da Uber, divulgada nesta terça-feira (02), o celular foi novamente o item mais esquecido dentro dos veículos, somando mais de 1 milhão de registros de perda ao longo do período analisado apenas nos Estados Unidos.

O levantamento marca os dez anos do relatório anual da empresa, que reúne informações sobre objetos deixados por usuários durante viagens realizadas por meio da plataforma. Além dos itens mais comuns, o estudo também destaca objetos considerados inusitados, tendências de comportamento e padrões relacionados aos momentos em que as perdas ocorrem.

Depois dos celulares, os objetos mais frequentemente esquecidos foram carteira, bagagem, chaves, fones de ouvido, peças de roupa, passaporte, óculos, joias e laptops.

Entre as cidades analisadas, Nova York aparece novamente como a mais esquecida, seguida por Miami, Chicago, São Francisco, Los Angeles, Washington, Dallas, Boston, Atlanta e Newark.

O relatório também identificou que os domingos concentraram mais ocorrências do que qualquer outro dia da semana. Já as segundas e terças-feiras, aparecem historicamente como os dias menos propensos ao esquecimento.

Objetos mais inusitados

A lista de itens considerados únicos inclui desde objetos cotidianos até itens pouco comuns. Entre eles estão um tanque de peixes de cerca de 280 litros, um refrigerador portátil novo, um tanque de oxigênio, um peixe vivo, duas árvores, um lava-louças, um vestido de noiva, implantes pélvicos, uma prótese ocular infantil e até um pacote contendo borboletas vivas.

Também aparecem na relação uma dentadura com apenas dois dentes, um saco de bolinhas de gude, uma mesa de centro, uma varinha de mágico e um rádio policial.

Tendências de 2026

Segundo a Uber, alguns tipos de objetos se destacaram neste ano. Entre eles estão bonecos colecionáveis Labubu, calçados Crocs, equipamentos ligados a práticas de bem-estar e condicionamento físico, chapéus e bonés, dispositivos para fumar e arranjos de flores.

O levantamento aponta ainda que determinados itens costumam ser esquecidos com maior frequência em dias específicos da semana. Carteiras e documentos aparecem mais às segundas-feiras; fones de ouvido, às terças; carregadores, às quartas; bolsas, às quintas; chaves, às sextas; celulares, aos sábados; e óculos, aos domingos.

Dez anos de esquecimentos

Ao revisar a última década do índice, a Uber identificou alguns dos objetos mais curiosos já deixados em seus veículos. Entre eles estão uma lagosta (2017), documentos de divórcio (2018), uma cabeça de salmão (2019), uma credencial com a frase “virgindade arrasa” (2020), um grande quadro de Kate Middleton (2021), 500 g de caviar (2022), um poodle de estimação (2023), uma nádega falsa (2024), um coelho empalhado (2025) e, em 2026, um tanque de peixes de 75 galões.

O estudo também mostra que destinos turísticos costumam registrar mais esquecimentos ao longo dos anos. Segundo a empresa, cidades como Miami, Austin, Nashville e Nova York aparecem com frequência entre as localidades onde passageiros mais deixam pertences para trás.

Como recuperar objetos

A Uber informou ainda que está ampliando ferramentas para facilitar a recuperação de itens esquecidos. Em alguns mercados selecionados dos Estados Unidos, usuários já podem solicitar diretamente pelo aplicativo uma viagem para devolução de objetos localizados pelos motoristas. A empresa informou que pretende expandir a funcionalidade para todo o país até o fim do ano.

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