Criado em fevereiro de 2026, o Vazaai nasceu com a proposta de competir com grandes aplicativos oferecendo taxas menores para motoristas e um modelo de operação focado em inclusão. O aplicativo cobra cerca de 9,99% por corrida — uma das menores taxas do mercado — e ainda possui categorias voltadas para idosos, pessoas com deficiência e passageiros autistas, com motoristas preparados para esse atendimento.
Em poucos meses de operação, o app já está presente em 22 cidades, soma aproximadamente 500 motoristas cadastrados e cerca de 10 mil passageiros. Atualmente, a plataforma realiza entre 10 mil e 16 mil corridas por mês, movimentando cerca de R$ 100 mil mensais em viagens.
As corridas no Vazaai começam em R$ 9,99 para até 2,6 km, enquanto o ticket médio gira em torno de R$ 16. Segundo o fundador Cláudio, motoristas mais ativos conseguem faturar entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês. O crescimento acelerado do aplicativo acontece através de um modelo de sócios locais, no qual cada cidade possui um responsável pela operação e expansão regional.
Nesta entrevista, Cláudio conta como saiu de outros setores do empreendedorismo para entrar no mercado de mobilidade urbana, fala sobre os desafios de lançar um aplicativo nacional e explica por que acredita que os apps regionais ainda têm muito espaço para crescer no Brasil.
Antes de falar sobre o Vazaai, conte um pouco sobre a sua trajetória. Quem é você e como chegou ao mercado de mobilidade urbana?
Cláudio: Tenho 54 anos, sou de Dourados (MS) e sempre fui empresário. Já atuei em áreas como alimentação, construção civil e indústria de PVC. Acabei conhecendo o mercado de aplicativos por meio de outras pessoas e comecei a estudar o setor por cerca de 120 dias até decidir entrar nesse segmento.
Qual problema do mercado você identificou para criar o Vazaai?
Cláudio: Identifiquei uma lacuna no atendimento a públicos específicos, como pessoas autistas, idosos e pessoas com deficiência. Criamos uma categoria inclusiva focada nesse atendimento, com motoristas preparados. Além disso, vimos que as taxas cobradas por outras plataformas eram altas, o que reduz o ganho dos motoristas.
Como funciona o modelo de negócio do Vazaai?
Cláudio: Trabalhamos com um modelo de sócios locais. Cada cidade tem um responsável que participa da operação e recebe parte da taxa cobrada dos motoristas. A taxa é de 9,99%, uma das mais baixas do mercado.
Quando o aplicativo foi lançado e qual foi o investimento inicial?
Cláudio: O aplicativo foi lançado em fevereiro de 2026. O investimento inicial foi de cerca de R$ 70 mil.
Qual tecnologia vocês utilizam?
Cláudio: Utilizamos a plataforma da Machine, que atende bem às necessidades do aplicativo.
Como foi o processo de captação de motoristas e passageiros?
Cláudio: Investimos bastante em marketing digital, panfletagem e ações locais. Também oferecemos bônus para motoristas e passageiros no início, o que ajudou na adesão.
Em quantas cidades o Vazaai já está presente?
Cláudio: Hoje estamos em 22 cidades, com expansão rápida, chegando a abrir duas ou três novas cidades por semana.
Quantos motoristas e passageiros vocês já têm cadastrados?
Cláudio: Temos cerca de 500 motoristas e aproximadamente 10 mil passageiros cadastrados.
Quantas corridas o aplicativo realiza por mês?
Cláudio: Estamos entre 10 mil e 16 mil corridas mensais atualmente.
Qual o valor da corrida mínima e o ticket médio?
Cláudio: A corrida mínima é de R$ 9,99 para até 2,6 km. O ticket médio das corridas está em torno de R$ 16.
Quanto um motorista pode ganhar utilizando o aplicativo?
Cláudio: Um motorista mais ativo pode faturar entre R$ 5 mil e R$ 7 mil por mês. Em média, quem trabalha de 6 a 8 horas por dia pode chegar a cerca de R$ 4 mil mensais.
Como funciona a taxa do aplicativo?
Cláudio: Cobramos cerca de 10% por corrida. Também há um custo adicional de R$ 0,20 para seguro, que cobre passageiros e motoristas.
O aplicativo já movimenta quanto em corridas?
Cláudio: Já estamos movimentando cerca de R$ 100 mil por mês em corridas.
Você também atua como motorista?
Cláudio: Sim, ocasionalmente. Isso ajuda a entender melhor as necessidades dos passageiros e motoristas.
Qual foi o maior desafio até agora?
Cláudio: O início sempre traz incertezas, mas a aceitação do público foi positiva, o que ajudou a superar essa fase.
O que mais te incomoda no mercado de mobilidade urbana hoje?
Cláudio: As altas taxas cobradas por algumas plataformas e a falta de transparência com os motoristas.
Quais são suas expectativas para o futuro do setor?
Cláudio: Acredito que os aplicativos regionais têm espaço para crescer, principalmente aqueles que investem em marketing e oferecem condições melhores para motoristas.
Qual o diferencial do Vazaai para competir com grandes plataformas?
Cláudio: Além das taxas menores, apostamos em categorias inclusivas, presença local e parcerias que gerem benefícios para motoristas.
Qual legado você pretende deixar com o Vazaai?
Cláudio: Queremos consolidar um aplicativo nacional, com tarifas acessíveis e que gere renda para motoristas e oportunidades para sócios locais.

