Criado em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o EcoDriver nasceu em 3 de janeiro de 2020, a partir da experiência de Fabrício de Souza, de 49 anos, no varejo, na gestão pública e, posteriormente, como motorista de aplicativo. Natural de Três Lagoas (MS), ele chegou a Bonito transferido pela Móveis Romeira, empresa em que trabalhava, e acabou encontrando na cidade turística uma oportunidade para empreender no setor de mobilidade.

A plataforma surgiu após Fabrício identificar uma lacuna no transporte local. Na época, havia um aplicativo de fora tentando operar em Bonito, mas, segundo ele, a plataforma tinha poucos recursos, queria cobrar mensalidades e taxas altas dos motoristas e não entregava a estrutura esperada. Ao conhecer outros condutores que também tentavam trabalhar nesse aplicativo, ele começou a estudar o mercado e decidiu criar uma alternativa regional.

Hoje, o EcoDriver é apresentado por Fabrício como o primeiro aplicativo de mobilidade da região da Serra da Bodoquena. A plataforma já teve meses com 6,5 mil a 8 mil corridas, especialmente em períodos de alta temporada, e chegou a contar com cerca de 60 motoristas no auge da operação. Atualmente, com a chegada de grandes plataformas e mais de 10 aplicativos atuando na cidade, realiza em média cerca de 2 mil corridas por mês e mantém aproximadamente 30 motoristas ativos.

“Mesmo com todos os obstáculos, nós sempre vamos ter o título de primeiro aplicativo da região da Serra da Bodoquena”, afirma Fabrício.

Do varejo à mobilidade urbana

Antes de empreender no setor de transporte, Fabrício construiu uma longa trajetória no varejo. Trabalhou por mais de 20 anos em grandes redes, começando pela Pernambucanas, passando pelas Casas Bahia e, depois, pela Móveis Romeira.

Também teve uma experiência na ferrovia, em uma época em que a operação já havia sido privatizada e fazia parte da Brasil Ferrovias. Atuou como maquinista de trem por cinco anos.

Em 2016, foi transferido pela Móveis Romeira para Bonito. A empresa, no entanto, entrou em crise, passou por recuperação judicial e fechou centenas de lojas. Fabrício imaginava que retornaria para Três Lagoas, sua cidade natal, mas acabou sendo convidado para trabalhar na gestão pública municipal.

Foi nesse período, com algum tempo livre, que começou a buscar uma renda extra. Havia um aplicativo tentando atuar na cidade, e Fabrício passou a rodar como motorista. A experiência o aproximou do setor e abriu caminho para a criação do EcoDriver.

Experiência em grandes empresas ajudou na gestão

Fabrício acredita que a passagem por grandes redes foi essencial para sua forma de administrar. No varejo, começou como vendedor, tornou-se supervisor e gerente de loja, sempre lidando com atendimento, pós-venda, formação de equipe e relacionamento com pessoas.

Ele afirma que sempre procurou estar entre os melhores e participar de cursos, reuniões, treinamentos e processos de capacitação. A competitividade consigo mesmo e o desejo de estar “na ponta” foram características que levou para o EcoDriver.

“Eu continuo vendendo até hoje. Na maioria das coisas que a gente pega para fazer, a gente está vendendo. A gente está se apresentando, oferecendo coisas para que as pessoas acreditem na gente e comprem a nossa ideia”, afirma.

Para ele, a gestão de um aplicativo regional exige exatamente isso: convencer motoristas, passageiros, parceiros e poder público de que a operação tem valor.

Três Lagoas, muitas mudanças e formação em Direito

Fabrício nasceu em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, cidade próxima à divisa com o interior de São Paulo. Saiu de casa cedo, pouco depois de atingir a maioridade, para terminar os estudos em Campo Grande e tentar a vida na capital.

Ao longo da carreira, morou em diversas cidades por causa do trabalho, especialmente por ocupar cargos de liderança. Passou por municípios do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo. Também viveu em cidades como Corumbá, Ponta Porã, Campo Grande e Bonito.

Mais tarde, em 2010, entrou na faculdade de Direito. Formou-se bacharel, mas não seguiu a advocacia. Depois, também fez formações em educação financeira, hipnoterapia e coaching.

Quando criança, sonhava em ser policial federal. Também chegou a passar em um concurso da Polícia Militar, mas, por questões familiares e receio da mãe em relação aos riscos da profissão, não seguiu no processo.

Bonito como terra de oportunidades

A escolha por Bonito aconteceu por transferência profissional, mas a permanência veio pelas oportunidades que a cidade ofereceu. Para Fabrício, Bonito é um lugar seguro, turístico, acolhedor e com grande potencial para quem deseja trabalhar.

A principal atividade econômica é o turismo, que movimenta guias, guarda-vidas, bares, restaurantes, hotéis, recepcionistas, camareiras e diversos outros profissionais. Segundo ele, a cidade é um local onde quem chega com vontade de trabalhar consegue prosperar.

“Bonito é uma cidade maravilhosa, com belezas incríveis, um povo acolhedor, uma cidade segura. É um lugar espetacular”, afirma.

Essa dinâmica turística também criou demanda por transporte. Mesmo com taxistas, mototaxistas e transporte turístico, ainda havia espaço para uma solução por aplicativo, especialmente para atender moradores, trabalhadores e visitantes.

A criação do EcoDriver

A ideia do EcoDriver surgiu quando Fabrício percebeu que o aplicativo que tentava atuar em Bonito não entregava a estrutura necessária aos motoristas. A plataforma era de fora, não tinha tantos recursos e, segundo ele, queria cobrar valores altos dos condutores.

Antes de falar com outros motoristas, Fabrício pesquisou o mercado. Queria entender como funcionava a criação de um aplicativo, quais empresas desenvolviam esse tipo de tecnologia e quais possibilidades existiam.

Em meados de 2019, iniciou conversas com uma empresa desenvolvedora. Em 3 de janeiro de 2020, o EcoDriver começou oficialmente suas atividades.

O nome foi escolhido em votação entre os motoristas que participavam do projeto. Vários nomes foram levantados, e o grupo optou por EcoDriver, unindo a ideia de ecologia, motoristas e a identidade turística de Bonito e da Serra da Bodoquena.

“O lugar propicia isso. O nome tem tudo a ver com a região”, afirma.

Investimento inicial de cerca de R$ 20 mil

Fabrício estima que o investimento inicial para colocar o aplicativo em operação tenha ficado em torno de R$ 20 mil. O valor incluiu empresa, contador, estrutura inicial, tecnologia, marketing e demais necessidades para começar.

Ao longo dos quase sete anos de história, o montante investido ultrapassou R$ 100 mil, considerando atualizações, implementações, divulgação e ajustes feitos na operação.

O modelo escolhido desde o início foi diferente de muitas plataformas regionais: o EcoDriver não cobra taxa por corrida. A ideia era que os motoristas pagassem apenas uma mensalidade para custear servidor, suporte, marketing e manutenção da plataforma.

“Nós não lucraríamos sobre as corridas, sem taxa nem nada. Seguimos até hoje dessa mesma forma”, explica.

Mensalidade para motoristas e pagamento direto

O EcoDriver trabalha com mensalidade para motoristas. No início, os valores começaram na faixa de R$ 80, R$ 90 e R$ 100, até chegar ao modelo atual, com mensalidade de R$ 130.

A plataforma não administra o dinheiro das corridas. Cada motorista recebe diretamente do passageiro, seja por dinheiro, Pix ou maquininha própria. A empresa não interfere no valor que pertence ao condutor.

“Tudo é por conta deles. Cada um tem sua maquininha, sua chave Pix. O que é deles é deles”, afirma.

No auge, quando a plataforma tinha cerca de 60 motoristas, a mensalidade gerava de R$ 5 mil a R$ 6 mil por mês para a operação. Segundo Fabrício, esse valor sempre foi reinvestido na própria plataforma, em marketing, atualizações e estrutura.

Corrida mínima de R$ 14,80

Atualmente, a corrida mínima do EcoDriver é de R$ 14,80 e cobre aproximadamente 2,4 km. Com esse valor, a média por quilômetro para o motorista fica em torno de R$ 3,50.

Fabrício destaca que o modelo busca valorizar o trabalho do motorista e manter uma remuneração considerada justa para a realidade da cidade. Em Bonito, os custos operacionais, a sazonalidade do turismo e a necessidade de qualidade no atendimento influenciam diretamente a precificação.

Segundo ele, motoristas mais próximos da operação, como o enteado, que trabalha principalmente à noite, feriados e fins de semana, conseguem fazer cerca de R$ 2,5 mil por mês. Já motoristas que se dedicam mais e vivem da atividade podem atingir de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil mensais. No auge da plataforma, havia relatos de motoristas que passavam de R$ 6 mil ou R$ 7 mil em determinados meses.

Primeiro grupo tinha até 20 motoristas

No início, o EcoDriver já contava com um grupo praticamente formado de cerca de 15 a 20 motoristas. Eles vinham da experiência anterior com outro aplicativo e abraçaram a ideia de criar uma plataforma local.

A captação de passageiros aconteceu por boca a boca e marketing. A empresa usou Instagram, Facebook, rádio, faixas e letreiros digitais, além da divulgação espontânea de moradores e turistas.

Fabrício acredita que o boca a boca foi o que mais levou o EcoDriver para a cidade. A população abraçou a proposta e passou a chamar a plataforma, especialmente durante a pandemia.

Pandemia impulsionou a operação

Embora o EcoDriver tenha começado pouco antes da pandemia, foi durante esse período que a plataforma ganhou força. Com decretos, restrições e medo de circulação, muita gente precisava de ajuda para tarefas básicas, como ir ao mercado, farmácia e conveniências.

Fabrício e os motoristas passaram a atender essas demandas. Também decidiram oferecer transporte gratuito para pessoas enfermas, idosos e profissionais de saúde.

“Eu decidi atender pessoas enfermas, idosos e profissionais de saúde de forma gratuita. A gente estava passando por um momento muito difícil, e aquilo me compadeceu”, afirma.

A ideia foi levada ao grupo de motoristas, e outros parceiros aderiram. Segundo Fabrício, a ação se propagou na cidade e ajudou a fortalecer a imagem do EcoDriver como uma plataforma voltada à ajuda mútua.

Mesmo quando os atendimentos eram oferecidos gratuitamente, muitas pessoas faziam questão de pagar ou ajudar de alguma forma. Para o gestor, esse foi um momento decisivo para a aceitação da marca.

Campanhas e ajuda à população

Desde o início, o grupo do EcoDriver também se movimentou em ações sociais. Fabrício cita campanhas do agasalho, apoio a pessoas necessitadas e iniciativas de ajuda entre os próprios motoristas.

A ideia de colaboração sempre fez parte da identidade da plataforma. Para ele, o EcoDriver não era apenas um aplicativo, mas uma rede de pessoas dispostas a se ajudar e servir a cidade.

“Foi um trabalho muito bonito. As pessoas multiplicaram a nossa ideia e compraram a nossa ideia”, afirma.

Durante a pandemia, o volume de chamadas cresceu. Havia ligações, pedidos por WhatsApp e corridas pela plataforma. O aplicativo passou a atender moradores, turistas, profissionais essenciais e pessoas com dificuldade de locomoção.

Grupo de WhatsApp e taxímetro ajudam a contornar falhas

Para lidar com dificuldades de tecnologia e com o perfil da cidade, o EcoDriver também usa grupos de WhatsApp e ferramentas alternativas. Muitos moradores, trabalhadores rurais e pessoas com pouca familiaridade digital não sabem baixar aplicativo ou fazer cadastro.

Nesses casos, a centralidade do atendimento humano faz diferença. O passageiro entra no grupo de WhatsApp ou entra em contato, e a equipe direciona para o motorista mais próximo ou disponível.

A plataforma também conta com taxímetro, pensado para situações em que a corrida precisa ser feita sem depender totalmente da internet. No entanto, Fabrício explica que o sistema não funciona 100% offline, porque em algum momento precisa de conexão para encerrar e processar a corrida.

Renovação de alvará foi o momento mais delicado

Ao falar sobre os momentos mais difíceis da trajetória, Fabrício cita principalmente as renovações de alvará e a resistência de setores que se sentiram ameaçados pela chegada do aplicativo.

No início, havia pessoas tentando barrar a operação, buscando departamentos públicos e questionando a legalidade do serviço. Fabrício precisou estudar a legislação de mobilidade urbana, buscar jurisprudência, conversar com o Ministério Público e apresentar o projeto às autoridades locais.

Ele destaca que o município de Bonito sempre foi acolhedor e que as conversas foram conduzidas de forma pacífica, sem necessidade de processos.

Depois de um tempo, foi criado um decreto municipal, que posteriormente virou lei. A operação passou a seguir critérios como seguro para passageiros, cuidado com veículos, respeito, assiduidade e cadastro adequado.

“Sempre resolvemos de forma bem pacífica e amigável”, afirma.

Lei municipal limitou número de motoristas

No auge da operação, o EcoDriver chegou a ter cerca de 60 motoristas trabalhando em Bonito. Depois, uma legislação municipal estabeleceu uma proporção de um motorista para cada mil habitantes, o que limitou a quantidade de condutores na plataforma.

A empresa se adequou e segurou a base em torno de 50 motoristas por um período. Com o tempo, a chegada de novos aplicativos e mudanças de profissão fizeram esse número cair.

Hoje, o EcoDriver mantém cerca de 30 motoristas ativos na mobilidade urbana. A cidade, no entanto, já conta com mais de 10 aplicativos, incluindo grandes plataformas, o que dividiu bastante a demanda.

Mais de 25 mil downloads

O EcoDriver já passou de 25 mil downloads, segundo Fabrício. O número é relevante para uma cidade com cerca de 24 mil a 25 mil habitantes, mas deve ser lido dentro da dinâmica turística de Bonito.

A cidade recebe visitantes de várias partes do país, e muitos deles baixam o aplicativo durante a estadia. Além dos moradores, o app atende turistas, trabalhadores do setor hoteleiro, guias, funcionários de bares e restaurantes, profissionais de turismo e pessoas da zona rural.

Empresas maiores chegaram a Bonito

Nos últimos anos, grandes plataformas e outros aplicativos passaram a atuar em Bonito e na região da Serra da Bodoquena. Fabrício cita a chegada de empresas como 99 e inDrive, além da expectativa comum de que, quando uma grande chega, outras também possam vir.

Mesmo com preços acessíveis e incentivos aos motoristas, ele acredita que o EcoDriver ainda tem espaço por ser local, conhecer a cidade e oferecer algo a mais.

“O mercado está aí. Quem ganha o mercado é aquele que sempre oferece alguma coisinha a mais”, afirma.

Para ele, a diferença está no atendimento com carinho, respeito ao consumidor, proximidade com os parceiros e disposição para servir.

EcoDriver virou base para novos negócios

Com o passar dos anos, o EcoDriver abriu outras portas para Fabrício. Hoje, além da plataforma de mobilidade, ele mantém uma empresa de transporte, frota própria, locadora de veículos, lava-jato, borracharia e até uma franquia de loja de colchões.

A empresa também trabalha com transporte turístico, vans para grupos, carros privativos, carro executivo e locação de veículos. Por isso, Fabrício explica que a plataforma é um produto dentro de uma empresa maior, chamada EcoDriver Ltda.

A operação de mobilidade urbana funciona, em muitos casos, como renda extra para os motoristas e como uma das frentes da marca.

“Graças ao nome EcoDriver, hoje nós temos uma empresa de transporte, frota própria e locadora de veículos”, afirma.

Equipe familiar e parceiros fixos

A equipe principal do EcoDriver é formada por Fabrício, a esposa e o enteado. A esposa atua mais na área administrativa, enquanto Fabrício fica mais no operacional. O enteado também ajuda em uma parte da operação.

Além deles, há motoristas parceiros de longa data que ajudam a manter os serviços de transporte funcionando.

A gestão é desafiadora porque envolve várias frentes. Fabrício administra a plataforma, transporte turístico, locação, lava-jato, borracharia e outros negócios. Ainda assim, afirma que tudo é conduzido com responsabilidade, seriedade e atenção ao turismo.

“O turista está realizando um sonho. Ele se programa por meses, talvez anos, para fazer uma viagem. A gente tem que colaborar para que seja tudo perfeito”, afirma.

Expansão depende de pessoas certas

O EcoDriver já tentou atuar em outras cidades, mas a expansão não deu certo. Segundo Fabrício, em alguns locais já havia aplicativos fortes, e faltou alguém com a mesma dedicação para tocar a operação localmente.

“Eu acho que faltava um Fabrício em cada lugar que a gente tentou abrir”, afirma.

Ele não descarta expandir no futuro, mas diz que isso dependeria de encontrar pessoas-chave, com responsabilidade e vontade de fazer acontecer. O modelo pensado seria sob sua gestão, não por franquias.

“Tudo é possível. É achar as pessoas certas, a situação certa para delegar e a coisa acontecer”, afirma.

Aplicativos regionais enfrentam gigantes

Na visão de Fabrício, o futuro dos aplicativos regionais está desafiador. Quem entra hoje nesse mercado precisa enfrentar empresas gigantes, com muito poder financeiro, marca consolidada e tecnologia robusta.

Mesmo assim, ele acredita que sempre existe oportunidade para quem acredita no projeto, coloca energia, forma parcerias sólidas e trabalha com seriedade.

“Cada um é cada um. Se a pessoa acredita no projeto, coloca energia e vai atrás dos sonhos, sempre tem oportunidade”, afirma.

Para ele, em cidades turísticas e menores, a plataforma regional ainda pode ter espaço quando oferece proximidade, atendimento humano e conhecimento local.

Resiliência como principal aprendizado

Ao olhar para sua trajetória, Fabrício afirma que o EcoDriver o tornou ainda mais resiliente. Ele precisou estudar leis, buscar jurisprudência, conversar com advogados, entender mobilidade urbana e lidar com conflitos de forma mais serena.

Também aprendeu a ouvir mais e falar apenas o necessário, com mais cuidado e estratégia.

“Eu sempre fui muito acelerado, explosivo, direto. Esse setor exige que você seja mais contido, ouça mais e fale as coisas certas, com jeito”, afirma.

Para ele, o segredo está em colocar amor no negócio, respeitar as pessoas e seguir em frente mesmo com dificuldades.

O orgulho de ter criado oportunidades

Fabrício afirma que se orgulha da própria resiliência, da vontade de ajudar e da capacidade de criar oportunidades. Para ele, o EcoDriver impactou motoristas, moradores, turistas e a economia local.

No auge, com dezenas de carros rodando, a plataforma também movimentava postos de combustível, lava-jatos, borracharias, oficinas, trocas de óleo e serviços ligados à manutenção dos veículos.

Depois da chegada do EcoDriver, segundo ele, muitos motoristas melhoraram de vida, trocaram de carro, mudaram de atividade ou encontraram novas oportunidades.

“Hoje a gente olha para trás com muita gratidão. As pessoas verdadeiramente mudaram suas vidas”, afirma.

O legado em Bonito

O legado que Fabrício quer deixar em Bonito é o de uma pessoa que acreditou, trabalhou, ajudou e construiu parcerias. Ele deseja que as pessoas olhem para sua trajetória e se lembrem de alguém que corre atrás, serve a comunidade e incentiva outras pessoas a acreditarem em si mesmas.

“Quero que as pessoas vejam o Fabrício e lembrem de um cara que trabalha, corre atrás, ajuda, é amigo e parceiro”, afirma.

Para ele, o EcoDriver representa mais do que um aplicativo. É uma história de fé, trabalho, família, amizade e vontade de fazer algo pela cidade.

“Acredite nos seus sonhos, respeite os limites, respeite o próximo, faça as coisas com amor e empregue a energia certa no momento certo”, conclui.

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Giulia Lang

Giulia Lang é jornalista formada pela Fundação Cásper Líbero e há três anos cobre o mercado de mobilidade urbana e delivery pelo 55content.