De acordo com um levantamento realizado pela GigU, a redução das taxas cobradas pelas plataformas é apontada por 67,5% dos motoristas e entregadores de aplicativos como a principal medida para aumentar os ganhos com o trabalho. O percentual supera, com ampla diferença, alternativas como receber mais corridas ou entregas, mencionada por apenas 7,7% dos profissionais.
“O profissional não está olhando apenas para o número de corridas que consegue fazer. Ele está fazendo uma conta mais completa, que envolve a margem de lucro, o valor que recebe e a previsibilidade dessa renda”, afirma o CEO da GigU, Luiz Gustavo Neves.
Os dados fazem parte da pesquisa “Entre taxas e previsibilidade: profissionais de aplicativos opinam sobre novos modelos de trabalho”, realizada em parceria com a Jangada Consultoria de Comunicação. Os números indicam que, para a maioria dos entrevistados, a discussão sobre renda está mais relacionada ao valor que efetivamente fica com o trabalhador do que ao aumento do volume de chamadas.
Mais corridas são prioridade para apenas 7,7%
Além dos 67,5% que apontaram a redução das taxas como principal caminho para elevar os ganhos, 9,9% dos entrevistados citaram programas de benefícios e incentivos.
Outros 9,5% afirmaram que gostariam de ter mais informações sobre os ganhos antes de aceitar uma chamada. Já a ampliação do número de corridas ou entregas foi apontada por 7,7%, enquanto outros modelos de remuneração foram mencionados por 5,4%.
Os resultados indicam que aumentar a quantidade de chamadas, isoladamente, não aparece como a principal demanda dos profissionais ouvidos. A preocupação está também no retorno financeiro obtido a partir de cada corrida ou entrega e nos custos envolvidos na atividade.
Quase metade considera renda pouco ou nada previsível
A previsibilidade dos ganhos também aparece como uma questão no levantamento. Entre os profissionais consultados, 43,6% classificaram sua renda como pouco ou nada previsível.
Outros 44,6% consideram os ganhos razoavelmente previsíveis, enquanto somente 11,8% afirmaram ter uma renda muito previsível com o trabalho por aplicativos.
Os dados apontam, assim, para duas questões relacionadas à remuneração: o valor que permanece com o trabalhador após as taxas cobradas pelas plataformas e a possibilidade de antecipar quanto será possível ganhar com a atividade.
A pesquisa também registra interesse por mais informações sobre o valor das chamadas antes de sua aceitação e por mecanismos capazes de reduzir as oscilações da renda.
CEO da GigU destaca margem e previsibilidade
Para o CEO da plataforma, os resultados mostram que a avaliação dos trabalhadores sobre remuneração não está limitada à quantidade de chamadas disponíveis.
“Modelos que consigam melhorar essa equação tendem a ser mais relevantes para a categoria do que simplesmente aumentar o volume de chamadas.”
Segundo ele, mudanças nos modelos de remuneração podem ter maior relevância para os profissionais quando interferem diretamente nessa relação entre trabalho realizado e retorno financeiro.
