Empresa projeta transportar 2 bilhões de passageiros até 2035.
A Embraer-X, por meio de sua empresa associada Eve Air Mobility, está avançando para revolucionar o transporte aéreo urbano com o desenvolvimento do EVE-100, um veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL).
O primeiro modelo em escala real da aeronave está programado para ser finalizado até o final de 2024, com testes de voo iniciando-se imediatamente após a conclusão, conforme revelou o presidente da Embraer-X, Daniel Moczydlower, no Web Summit Rio.
Segundo o CEO, a operação comercial está prevista para começar em 2026, dependendo do processo de certificação pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Os testes iniciais serão realizados na fábrica da Embraer, no interior de São Paulo, e servirão como base para os relatórios e dados necessários à regulamentação do novo modelo.
A empresa já possui uma carteira de pedidos que totaliza 2.800 unidades, somando US$ 8,6 bilhões. Entre os clientes estão operadores de helicópteros, companhias aéreas, empresas de leasing e plataformas de voos compartilhados de todos os continentes.
No Brasil, 335 veículos foram encomendados por diversas empresas, com as primeiras entregas previstas para logo após a certificação pela ANAC.
O custo das viagens também foi discutido pelo CEO. Segundo ele, as viagens serão acessíveis, variando conforme a distância e a disponibilidade, e custarão um valor similar ao de um Uber Black ou um táxi premium: “A nossa projeção é que os voos tenham uma faixa de preço que não exceda significativamente o que se gastaria em um táxi preso no trânsito por duas horas,” previu.
Moczydlower afirma que um dos objetivos do projeto é democratizar o acesso à aviação e facilitar a rotina dos usuários: “Teremos 2 bilhões de passageiros transportados pelos eVTOLs até 2035, na próxima década. Isso é muito interessante porque permitirá que muitas pessoas tenham sua primeira experiência de voo em um eVTOL. É realmente sobre democratizar o acesso e trazer mais pessoas para desfrutar da recuperação do nosso tempo”.