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App para mulheres defende modelo após caso de violência na 99

Passageira foi deixada embriagada na calçada e foi vítima de violência sexual.

A Lady Driver, aplicativo de transporte exclusivo para mulheres, defendeu o modelo de negócio da plataforma após o caso do estupro de uma jovem de 22 anos em Belo Horizonte.

A vítima foi colocada por amigos em um carro de transporte por aplicativo, mas quando chegou em casa, desacordada, e sem resposta ao interfone, foi abandonada na calçada pelo motorista. Minutos depois, um homem que passava pela rua foi flagrado por câmeras de segurança carregando a jovem nos ombros, e agora ele é suspeito de ter praticado o crime.

O motorista de aplicativo que abandonou a mulher foi suspenso pela 99. 

A empresa justificou que a suspensão foi tomada como medida de precaução durante o processo de investigação conduzido pela Polícia Civil. 

“A 99 lamenta o ocorrido após a conclusão da corrida. A empresa esclarece que fez o bloqueio preventivo do motorista e que aguarda que a polícia esclareça fatos e responsabilidades, estando à disposição para colaborar com a investigação”, declara a 99 sobre o ocorrido.

“É muito triste ver a conduta desse motorista e onde isso terminou, por isso que na Lady, nosso foco principal é a segurança”, afirma Gabryella Corrêa, CEO da empresa.

“Se a motorista do carro fosse uma lady (como são chamadas as motoristas da empresa), isso jamais teria acontecido. Primeiro porque é muito óbvio que uma pessoa desacordada não poderia ter sido deixada na calçada como se fosse um objeto sem valor, ela deveria ter sido encaminhada para um hospital, e se tivesse correndo risco de vida por ingerir substâncias desconhecidas? Depois, nós trabalhamos bastante com esse público, passageiras que estão vindo da balada, da casa do namorado, da faculdade, elas sentem medo de pegar carro com homens, nós estamos acostumadas a isso e tenho certeza que esse caso não terminaria assim”, finaliza.

A empresa conta com uma equipe multidisciplinar formada por advogadas, psicólogas e assistentes sociais para lidar com casos excepcionais.

A história da Lady Driver teve origem em 2017, após a própria Gabryella sofrer assédio em um transporte por aplicativo, motivando-a a criar um serviço exclusivo para mulheres. Desde então, a empresa se consolidou não apenas como um negócio, mas também como uma iniciativa voltada para a proteção e cuidado das passageiras.

“É um serviço que preza pela segurança em primeiro lugar e essa é uma preocupação tão grande, que diante da demanda, hoje também trabalhamos com idosos e crianças acima de 8 anos”, ressalta a fundadora.

Giulia Lang
Giulia Lang
Giulia Lang é graduanda em jornalismo pela Cásper Líbero e jornalista do 55content.
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