A experiência prática nas ruas foi o ponto de partida para a criação da Gooldriver. Após trabalhar como motorista de aplicativo e enfrentar dificuldades, como a falta de suporte em momentos críticos, Weslley da Silva Pimenta decidiu lançar sua própria plataforma. Ainda em fase inicial, o app busca espaço no competitivo mercado de mobilidade urbana com foco em taxas mais baixas e maior atenção aos motoristas.
Qual o seu nome, qual a sua idade, onde nasceu e qual sua trajetória profissional até chegar ao mercado de mobilidade urbana?
Weslley: Meu nome é Weslley da Silva Pimenta, sou de Uberaba, Minas Gerais. Eu comecei como motorista de aplicativo, aluguei uma moto e fui trabalhar para entender como funcionava o mercado e também para gerar renda. Acabei sofrendo um acidente de moto, quebrei o braço e fiquei um tempo parado. Quando precisei de suporte das plataformas, não tive retorno. Foi aí que percebi uma oportunidade de criar algo diferente, com mais suporte para o motorista.
Qual problema você identificou no mercado que quis resolver com a Gooldriver?
Weslley: Falta de suporte, taxas altas e falta de consideração com o motorista. Hoje o motorista depende disso como renda principal. A ideia foi criar uma plataforma onde o motorista ganhe mais e o passageiro pague menos, equilibrando os dois lados.
Quando o aplicativo foi criado?
Weslley: Eu comecei em janeiro com outra plataforma, mas não funcionou bem. Depois migrei para outro sistema, mais eficiente. Hoje faz menos de dois meses com a nova plataforma.
Como foi o processo para conquistar motoristas e passageiros?
Weslley: A ideia inicial era começar em cidade pequena, mas São Paulo teve mais resultado. Começamos na região do ABC Paulista. O desafio é que a cidade é grande e exige muitos motoristas. Hoje usamos divulgação em páginas de notícias e redes sociais para atrair usuários.
Em quais cidades o app opera atualmente?
Weslley: Mauá, Santo André, São Bernardo, Diadema e região central de São Paulo.
Você tem sócios? Como dividem o trabalho?
Weslley: Hoje tenho um sócio que cuida da divulgação. Eu fico na administração da plataforma e minha esposa cuida do financeiro.
Qual foi o investimento inicial?
Weslley: Só com anúncios já investi entre R$ 25 mil e R$ 30 mil. Na tecnologia, gastei cerca de R$ 3 mil com a nova plataforma.
Qual foi a maior dificuldade até agora?
Weslley: O custo de divulgação. Conseguir cadastros é mais fácil do que divulgar. Marketing hoje é caro.
Houve algum momento em que percebeu que o app começou a dar certo?
Weslley: Teve um momento em que uma campanha deu resultado rápido e a plataforma engajou por cerca de 20 dias. Depois teve uma queda, mas mostrou que funciona.
O que mudou em você ao empreender?
Weslley: Hoje trabalho muito mais. Empreender exige dedicação total. Às vezes nem dá para dormir direito, principalmente quando acontece algum problema com motorista.
Você chegou a atuar como motorista da própria plataforma?
Weslley: Fiz alguns testes no início, mas hoje estou focado na gestão.
Quantos motoristas e passageiros estão cadastrados?
Weslley: Cerca de 3.700 a 4.000 passageiros e entre 600 e 700 motoristas.
Quantas corridas são realizadas?
Weslley: Nos últimos 30 dias foram cerca de 2.500 corridas solicitadas.
Qual o valor da corrida mínima?
Weslley: Hoje está em R$ 11,80 para até 2 km.
Qual a taxa cobrada dos motoristas?
Weslley: Entre 15% e 19%, dependendo da categoria.
Quanto os motoristas conseguem faturar?
Weslley: Alguns fazem entre R$ 600 e R$ 700 por semana, mas ainda está em crescimento.
Qual o faturamento da empresa?
Weslley: Em torno de R$ 3.200 por mês atualmente, mas tudo é reinvestido.
Quais são seus maiores medos e críticas que recebe?
Weslley: No começo, ouvi que não daria certo. Hoje as críticas vêm de pessoas próximas, que questionam o tempo dedicado ao projeto.
O que mais te incomoda no mercado?
Weslley: Motoristas cadastrados que não ficam online e o alto índice de cancelamentos.
Como você vê o futuro da mobilidade urbana?
Weslley: O mercado está crescendo e tem espaço para todos. Quem fizer um bom trabalho consegue se destacar.
O que aplicativos regionais precisam fazer para competir com grandes players?
Weslley: Equilibrar preço para passageiro e ganho para motorista. Esse é o principal desafio.
Quais eram seus medos antes de lançar o app e quais são hoje?
Weslley: Antes era não saber por onde começar. Hoje é manter o crescimento e superar os desafios do mercado.
Qual legado você quer deixar com a Gooldriver?
Weslley: Quero criar uma plataforma que seja referência para motoristas e passageiros, que fique na memória das pessoas e gere oportunidades.

