Em vídeo publicado nas redes sociais no último sábado (04), Marcelo Ramos, vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), afirmou que o modelo de remuneração das plataformas de mobilidade urbana varia conforme a dinâmica de oferta e demanda e inclui mecanismos para ampliar a cobertura do serviço, especialmente em áreas com menor atratividade.

“Não é verdade que as plataformas ficam com 50% do valor das corridas”, opinou.

Segundo ele, o percentual de retenção varia. “O critério que define o percentual de retenção tem a ver com a busca do equilíbrio entre oferta e demanda.” Ramos explicou que, em diferentes corridas, essa taxa pode mudar: “Tem corrida em que a retenção é de 30%, 20%, 10% ou até zero, quando o motorista fica com o valor integral”.

Ainda de acordo com o executivo, o modelo busca garantir a oferta de serviços em diferentes regiões das cidades. Ele também detalhou como a lógica funciona na prática. “Em áreas com maior demanda, a retenção pode ser maior. Já em regiões mais afastadas, esse percentual diminui para incentivar as corridas”, detalhou.

Ramos acrescentou que o modelo contribui para ampliar acessos na mobilidade urbana. “A redução da retenção em áreas menos atendidas ajuda a garantir que mais pessoas tenham acesso ao transporte.”

Ele também apontou desafios enfrentados por motoristas e entregadores, especialmente aqueles que utilizam veículos alugados: “Esses trabalhadores têm custos mais altos, o que impacta a renda”. Como alternativa, defendeu a criação de políticas públicas voltadas ao setor. “É importante criar linhas de crédito subsidiadas para que esses profissionais possam adquirir seus próprios veículos”, apontou.

No caso de entregadores que utilizam bicicleta, Ramos destacou o potencial de aumento de renda. “Com acesso a crédito, eles podem migrar para outros meios de transporte, aumentar a produtividade e melhorar a renda.”

Ele acrescentou que as plataformas buscam manter a sustentabilidade do modelo. “O objetivo é garantir a viabilidade do negócio, a proteção social dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços”, defendeu.

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